domingo, 1 de abril de 2012

1 a 10 de junho de 2011 - A recidiva

Marcos voltou pra Manaus com diversas coisas de trabalho pra resolver, mas com a certeza de que em breve, nós três embarcaríamos juntos no Aeroporto de Guarulhos, rumo a Manaus. Na sua próxima vinda a SP, provavelmente já seria o grandioso momento de voltarmos todos juntos pra casa. Felicidade era pouco para explicar o que passava em nossos corações. Enquanto isso, a “folgada” aqui continuava por mais alguns dias, cuidando do tesouro da família, que em poucos dias poderia voltar pra casa.

Faltavam apenas 20 dias para o fim da radioterapia do tórax. Somente 20 dias era o que faltava para o fim de um tratamento que deveria ter sido de pelo menos 2 anos, na melhor das hipóteses.

Exatamente no dia 20 de junho de 2011, após 09 meses do diagnóstico, Ana Luiza concluiria o último procedimento terapêutico e teria conseguido o feito de ter completado todo o tratamento muito antes do imaginado e com remissão completa da doença!

O tumor de 5cm na base do crânio, os diversos tumores espalhados pelos dois pulmões, as lesões cancerígenas em duas vértebras da coluna dorsal, o tumor no osso da perna e a infiltração do câncer na medula óssea. Tudo isso havia desaparecido em 9 meses. Milagres que testemunhei na companhia de dezenas, talvez centenas de pessoas que nos acompanharam.

No dia 20 de setembro de 2010 ela fez a ressonância que diagnosticou, precisamente, o rabdomiossarcoma e, 09 meses depois ela estaria livre dele. Difícil acreditar. Mas eu, Carolina, aos 28 anos, havia presenciado dezenas de milagres nestes últimos meses. O maior deles, sem dúvida, era o fim do tratamento, com Ana Luiza sem nenhuma sequela, sem nenhum rancor e sem nenhum trauma. Uma criança de 7 anos, que enfrentou um tratamento super pesado, doloroso e simplesmente continuou a criança de 7 anos que sempre foi.

Nestes nove meses minha filha nunca queixou-se dos procedimentos, por mais dolorosos que eles fossem. Nunca deixou de ser carinhosa e educada com todos os profissionais, que por força do dever, precisavam submetê-la aos mais terríveis procedimentos.

Cada coleta de sangue, cada injeção de contraste, cada ciclo de quimioterapia, cada sessão de radioterapia, cada internação... em todos os momentos, minha filha, meu orgulho, o amor da minha vida, só demonstrava o quanto ela era especial. Carinhosa com as enfermeiras, com as recepcionistas e com os médicos. Cumprimentava a todos: seguranças, zeladores, atendentes, professoras. Ela gostava do hospital, mesmo tendo passado os piores momentos de sua infância naquele lugar. Nada de mágoa, nada de traumas. Com muita tranquilidade, ela esticava o bracinho pra coletar sangue e apenas dizia para as técnicas de enfermagem: “Eu vou contar até três, tá? Aí você coloca a agulha... Um, dois, três e já!” Ela respirava fundo, segurava a respiração e assim que o sangue aparecia na seringa ela soltava o ar. “Ufa... Nem dói muito. Mas ainda bem que você é fera pra tirar sangue, né tia?” Dizia ela, com um sorriso no rosto.

Ana Luiza entrou e saiu do tratamento sendo a mesma criança de sempre. Com a diferença que tornou-se mais madura, aprendeu novas palavras, novos significados, conheceu novas pessoas. Aos 7 anos, ela mostrou uma maturidade espiritual que envergonha muita gente. A resignação, a confiança e certeza de que tudo ficaria bem.

Ao olhar pra minha pequenina, eu não via somente minha filha única, uma criança extremamente amada pela família e amigos. Eu enxergava uma mocinha vitoriosa, segura e confiante, cuja doença mais temida do mundo, não foi capaz de destruir, apenas de fortalecer.

Mas apesar de presenciar muitos milagres, nunca consegui me sentir completamente tranquila. Por alguns momentos, até pensei que eu não tinha fé. Que deveria apenas aceitar o milagre e pronto. Mas a verdade é que nunca deixei de me preocupar e de estar preparada para enfrentar o pior.

Me lembro que das centenas de e-mails e mensagens que recebi, em diversas delas, me enviavam algum trecho da bíblia. O que mais recebi, é um trecho bastante conhecido: “Tudo posso Naquele que me fortalece”, enviado sempre com o intuito de me encorajar e não perder a fé mesmo diante das piores circunstâncias. Outros enviavam esse mesmo trecho, interpretando que com Deus, podemos tudo, como se fôssemos, apenas pela fé, merecedores de bençãos sem fim.

Mas “tudo”, em minha opinião, significa, literalmente, TUDO. Eu poderia estar feliz com os milagres recebidos, mas eu também teria que estar preparada para enfrentar as dificuldades, caso elas insistissem em surgir. E independente da situação, minha fé deveria ser meu suporte.
Eu estava feliz? Sim. Mas de olhos bem abertos. Eu já estive plenamente feliz há 9 meses atrás e eu, melhor do que muita gente, sei o que é ver a felicidade ruir diante da gente. Eu sei muito bem o que significa colocar um filho lindo, saudável e inteligente para dormir num dia e, 6 dias depois, embarcar em uma UTI aérea, para buscar tratamento para um dos tipos de cânceres infantis mais agressivos que se tem notícia.

Enfim, eu não podia subestimar o “inimigo”. Eu deveria estar agradecida por tantos milagres, mas precisava estar atenta. Minha filha não estava se tratando de uma pneumonia. A doença era um câncer raro, agressivo e avançado, cujo tratamento ainda não está completamente estabelecido.

Apesar do fim do tratamento estar próximo, Ana Luiza só poderia voltar pra Manaus definitivamente, após os exames de imagem (ressonância magnética da coluna e do crânio, tomografia computadorizada do tórax e cintilografia óssea). E estes exames só poderiam ser feitos após 01 mês do último dia de tratamento, portanto, só voltaríamos para Manaus, definitivamente, em julho de 2011.

Com a autorização da médica, agendei o exames de Ana Luiza para o dia 18 de julho, véspera do aniversário dela. Assim, poderíamos comemorar o aniversário dela em São Paulo e logo depois dos resultados dos exames, finalmente voltaríamos pra casa.

Este período entre a última sessão de radioterapia e os exames finais, nós programávamos passar em Belo Horizonte, com os familiares do Marcos. Todos lá estavam muitos ansiosos, aguardando a chegada da pequena. Vovô Calmon, especialmente, aguardava a pequena no sítio em Lagoa Santa.

Há meses Ana Luiza falava em nadar na “piscininha” de água quente do sítio. Ela adorava a “piscininha”, um ofurô delicioso que o vovô mandou construir ao lado da “piscina grande”.

Em uma das consultas com a Dra. Cecília, perguntamos se ela poderia entrar na água depois do tratamento, pois o vovô tinha prometido trocar a água, lavar bem o ofurô e deixar de uso exclusivo para ela. Nestas condições, Dra. Cecília autorizou o banho de piscina e a pequena, gritando de felicidade, saiu correndo do consultório antes mesmo da consulta terminar, gritando: “Vovô, ela deixou!!! Vou poder entrar na piscininha!”

Enquanto eu explodia de alegria por ter chegado ao fim do tratamento, pelas vitórias alcançadas diante dessa doença terrível, minha pequena estava feliz porque poderia tomar banho de piscina. O quão profundo é isso? Ana Luiza, mais uma vez, nos mostrava o que era felicidade. Felicidade era um banho de piscina na casa do vovô.

Com o fim da radioterapia e o mês inteiro de espera até a realização dos exames de imagem, teríamos bastante tempo para passear com ela, organizar uma festinha linda pra comemorar o seu aniversário e “desmontar o acampamento” em São Paulo.

Meus pais chegaram de Boa Vista e meus sogros voltaram para Belo Horizonte. Estas 4 pessoas nunca me deixaram sozinhas. Sempre participaram de tudo e sempre se colocavam a disposição para tudo. Era maravilhoso poder contar com alguém, principalmente quando esse “alguém” se preocupava genuinamente conosco. Meus pais e meus sogros foram fundamentais nesse processo, assim como a dezena de amigos e familiares que estiveram ao meu lado.

Agendei todos os exames, deixei tudo acertado e assim, poderíamos aproveitar o mês de junho inteiro para organizar nossas coisas e enviá-las para Manaus, além é claro, de preparar uma linda festa de aniversário para Ana Luiza.

Todo ano, ela não tinha dúvidas sobre o tema que escolheria para o aniversário. Se houvesse dúvida, era entre um tema e outro. Mas até aquela data, Ana Luiza simplesmente não sabia o que escolher. Sugeri diversos temas, mas ela estava completamente desinteressada. Diariamente eu insistia pra saber o que ela gostaria, mas ela sempre se mostrava indiferente ou incerta sobre a festa. Ela estava feliz, mas não parecia empolgada com o aniversário.

Certo dia, Ana Luiza decidiu que o tema do seu aniversário seria um jardim encantado. Achei a ideia ótima. Ela sempre gostou de flores e estando em SP, poderíamos usar toda a criatividade para decorar uma festa linda.

Várias pessoas colocaram suas casas a disposição para comemorarmos o aniversário dela, mas por escolha da Ana Luiza, comemoraríamos na Pizzaria que ficava ao lado do apartamento onde estávamos hospedadas. Os donos, Arthur e Rosana, desde nossa chegada em SP, nos receberam com muito carinho e Ana Luiza, especialmente, conquistou o coração desse casal.

Decidido o tema e o local da festa, eu esperaria o tratamento terminar e começaria a organizar tudo. Não seria apenas um aniversário de 8 anos, mas uma comemoração ao sucesso do tratamento e uma linda despedida de agradecimento aos amigos que fizemos em SP, afinal já estaríamos autorizados a voltar pra Manaus.

Ana Luiza estava bem. Eventualmente queixava-se de dor de cabeça e acordava nauseada. Eu conversava com os médicos e todos eram unânimes em concordar que eram efeitos da radioterapia. Aqueles sintomas incomodavam a pequena, mas ela sempre tirava por menos: “Não é nada, mãe! É só um enjôo e você fica toda preocupada! Credo!” Ela realmente detestava drama. Não queria deixar ninguém preocupado e sempre minimizava tudo. Meu coração não estava tranquilo, mas ela realmente parecia tão bem.

Ana Luiza vinha se alimentando mal. Comendo pouco e sempre acordando muito enjoada. No dia 06 de junho, ela acordou e não conseguiu comer nada. Nem no café da manhã, nem no almoço. Tudo que ela tentava comer, vomitava.

Fomos para o hospital para mais uma sessão de radioterapia e alguns minutos antes de entrar na sala de radioterapia, ela teve um mal estar. Fiquei preocupada e liguei pro Marcos. Desde o dia em que ele voltou pra Manaus, vinha se preparando para uma viagem a trabalho para Argentina. Ele estava tranquilo quanto a viagem, pois Ana Luiza estava bem. Seria uma viagem curta e logo ele estaria de volta.

Assim que comentei sobre as náuseas que ela vinha tendo ele me tranquilizou e disse que acreditava que eram somente efeitos da radiação, exatamente como os médicos disseram. Ele aproveitou e disse que a viagem para Argentina estava confirmada, apesar do vulcão chileno que havia entrado em atividade e estava causando o cancelamento de alguns voos.

Meu coração estava apertado. Sabe-se lá porquê.

Na saída do hospital, encontrei com um casal e seu filho de 2 anos, vindos do interior do Amazonas para tratamento em São Paulo. O pequeno Alan, tinha uma suspeita de rabdomiossarcoma, o mesmo câncer de Ana Luiza e seus pais vivenciavam aquele momento inicial da confirmação do diagnóstico e início do tratamento. Estavam hospedados na Casa Hope e uma semana antes, meu pai e eu tínhamos ido até lá, levar algumas roupas de frio pra eles.

Um casal humilde, de coração enorme e bastante simpático. Os pais do Alan, vindos de uma cidade chamada Manacapuru, do interior do Amazonas, tiveram uma peregrinação completamente diferente da nossa.

Ana Luiza, Marcos e eu, estávamos na UTI do hospital A C Camargo, após 6 dias do primeiro sintoma de Ana Luiza. Estávamos hospedados em um apartamento confortável e a todo momento algum familiar vinha nos visitar. O Alan só conseguiu chegar aqui depois de meses de espera. Com muita dificuldade e com a ajuda de outras pessoas, eles conseguiram vaga em uma casa de apoio e contavam somente com uma ajuda de custo fornecida pelo governo, de pouco mais de 700 reais. Ajuda esta, dada aos cidadãos que precisavam sair de seu domicílio em busca de tratamento. Os parentes não tinham a menor condição de acompanhá-los ou ajudá-los como eu vinha sendo ajudada até então.

Isso era injusto. Os dois são crianças, amadas por seus pais e familiares e ambos tinham uma suspeita diagnóstica terrível. Diferente de Ana Luiza, Alan não tinha roupas de frio guardadas para quando viajasse para um lugar de temperatura mais baixa, mas como a minha filha, ele estava disposto a encarar o tratamento, sempre sorridente e esperto. Os pais do Alan também não estavam preparados para enfrentar os meses mais frios de São Paulo, mas assim como Marcos e eu, eles estavam apavorados diante da incerteza do diagnóstico e do medo de que algo ruim acontecesse ao filho único.

Apesar de sermos pessoas diferentes, vindas de famílias e lares diferentes, o câncer colocou todos nós, “no mesmo balaio”. Estávamos todos enfrentando o mesmo problema, com os mesmos medos e com as mesmas armas. A vitória ou a derrota, era algo incerto, mas a luta era o que nos igualava. Ou pelo menos deveria ser.

Quantas crianças, neste exato momento, estão tendo as chances que Ana Luiza e Alan tiveram? Quantas estão tendo as mesmas condições de tratamento que a Giulia, a Bia, o João Vitor ou o Rafael tiveram? Todos estes amazonenses que tive o privilégio de conhecer, tiveram acesso ao melhor tratamento possível em 2011. Mas muito longe de suas casas. Enfrentando a distância, as diferenças e as dificuldades inerentes a um tratamento longo, difícil, doloroso e, ainda por cima, distante de suas famílias e amigos.

Desde o início, assim que tomamos conhecimento da história deles através dos médicos do A C Camargo, tentamos ajudar de alguma forma. Passar pelo problema do câncer em si, já é terrível. Acumular problemas e dificuldades paralelos ao câncer, torna tudo ainda mais desesperador.

Ana Luiza e Alan brincavam na entrada do hospital enquanto eu conversava com os pais dele. Que família linda. Pena que nos conhecemos através da doença de nossos filhos. Um jovem casal, sorridente e confiante. E com muita fé e esperança de que o filho ficaria bem. Isso é o fundamental.

Ana Luiza e eu saímos do hospital, pegamos um táxi e fomos ao shopping. Fomos somente nós duas. Um passeio que sempre adorei. Somente eu e ela. Conversar, rir, abraçar, ensinar, aprender. E acima de tudo, ter essa filha-amiga sempre ao meu lado, era tão bom.

Ana Luiza não estava bem. Estava nauseada e a todo momento sentia vontade de vomitar. Mas mesmo assim ela quis passear. Jantamos exatamente o que ela queria: asinhas de frango crocantes, com batata e suco de laranja. Mal ela começou a comer, ficou nauseada e correu para o lavabo. Não deu tempo de chagar ao banheiro. Ela vomitou tudo. Os garçons olharam estranho pra gente. Em dúvidas, ficaram chateados com a sujeirada que fizemos no lavado. Mas eu não pude fazer melhor. “Pelo menos ela não sujou o salão do restaurante!” Pensei eu.

Voltamos para a mesa. Ana Luiza tirou o gorro e o cachecol que estava usando. Respirou fundo e com uma carinha de quem estava chateada consigo mesma, disse: “Posso pedir outro frango? Quero tentar comer de novo, mamãe!”

O garçom veio nos atender e vendo a carequinha dela, parece ter mudado na mesma hora a atitude conosco. Ficou sem graça, perguntou se estava tudo bem, se precisávamos de algo. Ana Luiza, com o seu jeito resolvido, apenas disse: “Sim, precisamos de algo: de outro frango crocante porque o primeiro eu vomitei todo. É por causa da radioterapia”

Eu não sei. Naquele exato momento me deu uma vontade de chorar. Um aperto no coração. Ela falava com tanta naturalidade e encarava tudo com tanta tranquilidade, que me deixava envergonhada. Quando o frango chegou e ela voltou a comer, eu tentei disfarçar minhas lágrimas. Ana Luiza era dura na queda. Se me visse chorando, me daria uma bronca. Então disfarcei.

Comecei a mexer na bolsa e enxuguei as lágrimas que insistiam em querer cair. Eu queria tanto que ela ficasse boa. Não aguentava mais vê-la sofrendo aqueles efeitos. Aquilo me destruía, apesar de toda a força que ela tinha. Eu só queria voltar pra casa e retomar nossa vida. Ela estava linda, com os cabelinhos voltando a nascer, os cílios e sobrancelhas bem fartos como sempre foram. E eu só queria que ela ficasse livre desse tormento que é o câncer e o tratamento disponível para tentar se livrar dele.

Ela terminou de comer, nada de vômitos ou indisposição. Fomos ao cinema e ela quis pipoca e suco de uva. Comeu mais um pouco e a comida ficou na barriga. Àquela altura, tudo que ela quisesse (e conseguisse) comer, era lucro.

Saímos tarde do cinema. Liguei para os meus pais avisando que já estávamos no táxi de volta pra casa. Liguei pro Marcos e ele se preparava para ir o aeroporto. Até então o voo estava confirmado e ele faria o embarque para Buenos Aires, com conexão em Guarulhos-SP.

Chegamos em casa e Ana Luiza estava bem. Contou sobre o filme para a vovó, disse pro vovô que comeu bem, fez as compressas com chá de camomila na região irradiada do tórax e passou a “baba de planta” (unguento/gel a base de Aloe Vera, que Ana Luiza detestava usar, porque segundo ela, parecia saliva).

Coloquei Ana Luiza para dormir e fiquei com o pensamento longe. Uma inquietação sem fim. Não conseguia dormir de jeito nenhum e tarde da noite, Marcos me liga pra dizer que não tinha embarcado, pois os voos haviam sido cancelados em virtude do vulcão no Chile. Ele, provavelmente, conseguiria embarcar no dia seguinte, mas me manteria informada.

Depois de algumas horas de insônia, algo incomum pois eu realmente dormia bem, finalmente caí no sono. Ana Luiza havia pedido pra dormir com minha mãe e eu acabei dormindo no escritório.

No dia seguinte todos nós acordamos e Ana Luiza continuava dormindo. Marcos ligou, disse que estava no trabalho, esperando uma definição da companhia aérea. Fui tomar banho e assim que saí do banheiro enrolada na toalha, Ana Luiza acordou gritando. Minha mãe correu pro quarto e Ana Luiza, sem conseguir falar direito, chorava muito, dizendo coisas incompreensíveis.

Quando cheguei no quarto, Ana Luiza estava no banheiro da suíte vomitando e gritando de dor. Minha mãe chorando desesperada, segurava e apoiava a cabeça dela com a mão.

Ana Luiza estava sentindo muita dor na cabeça. Gritava segurando a cabeça e dizia que teve um sonho terrível, que uma pessoa dava um tiro na cabeça dela e ela morria. Minha mãe soluçava e mal conseguia falar.

Tirei minha mãe do banheiro e pedi que ela fosse até a cozinha pegar os remédios da Ana Luiza e tentasse se acalmar. Segurei minha pequena no colo que, muito fraca, só chorava e dizia que estava com muita dor de cabeça e sono.
Coloquei ela no colo e a carreguei até o outro quarto, deitei-a na cama e dei os remédios de náusea e dor. Ela vomitou tudo de novo e, sonolenta, voltou a dormir. Eu me vesti apressadamente, liguei para o Marcos, contei o que aconteceu e ele disse pra irmos para o hospital.

Ana Luiza não acordava de jeito nenhum. Eu sentei ao lado dela e fiz a única coisa que podia: conversei com Deus.

Como toda oração que nós duas fazíamos juntas, primeiramente eu agradeci a Deus, agradeci pela chance de passar mais um dia ao lado dela, pelo alimento que nunca nos faltou e por sempre estarmos cercadas de pessoas que nos amavam. Depois de agradecer, pedi muito a Deus que Ele protegesse Ana Luiza, que a livrasse dessa doença e de qualquer dor. E que me desse forças pois eu estava com muito medo.

Ana Luiza continuava dormindo pesadamente e eu não queria acordá-la e acabar estimulando mais uma crise de vômitos e dor. Esperei alguns minutos e já não me aguentando de desespero, fomos para o hospital, meus pais, Ana Luiza e eu.

Ao chegar lá, carregando-a no colo, pois ela mal conseguia ficar em pé, fui direto para a emergência pediátrica. Meus pais vinham ao meu lado, carregando bolsas e documentos. O olhar de aflição dos dois me consumia. Eu nunca suportei vê-los angustiados. As duas pessoas que me colocaram no mundo, as duas pessoas que me amam incondicionalmente. Vê-los sofrer sempre me destruiu. E eu tinha que ser forte, para deixá-los fortes também.

A enfermeira me avistou de longe e, preocupada, me chamou para acomodar Ana Luiza num leito confortável na enfermaria. Ela gostava muito de Ana Luiza. Mas ela era sempre muito atenciosa, prestativa e carinhosa com todas as crianças e seus pais. Profissionais assim, fazem toda a diferença.

Aguardei a chegada dos médicos e rapidamente uma delas apareceu. A Dra. Fabiana, tão querida por Ana Luiza, foi quem nos atendeu naquela tarde. Contei o ocorrido, a fortíssima dor de cabeça, os muitos episódios de vômitos, a sonolência e a fraqueza. Ela solicitou exames de sangue, prescreveu medicamentos e sempre muito serena, nos tranquilizou dizendo que os sintomas eram compatíveis com a exposição à radiação (tratamento de radioterapia), mas que os exames de sangue poderiam apontar alguma outra causa, por exemplo, uma anemia ou perda de eletrólitos, justificados pelos intensos episódios de vômitos.

Enquanto aguardávamos, a Dra. Fabiana permanecia sempre por perto. Reexaminou Ana Luiza algumas vezes, verificou as pupilas dela, queria saber se ela estava mais “esperta”, mais acordada. Mas verdade seja dita: Ana Luiza só dormia. Os vômitos passaram, mas a sonolência só aumentava. E ela ficava com as mãos na cabeça o tempo todo. Sem dúvidas algo a incomodava demais. E esses sintomas “vômito/sonolência/dor de cabeça” me atormentavam desde setembro de 2010...

A Dra. Fabiana veio conversar conosco e disse que havia solicitado uma ressonância magnética do crânio. Ana Luiza, com a mão na testa e apenas com um olho aberto disse: “Vou ter que ficar internada?” A Dra. Fabiana apenas disse: “Você vai ficar internada somente por um dia, até sair o resultado da ressonância magnética. Amanhã cedinho, você vai ser a primeira paciente que vou dar alta. Pode ficar tranquila.”

Eu estava preocupada demais, mas a Dra. Fabiana disse que o exame era apenas para descartar algo mais sério, um exame padrão que deveria ser feito em virtude do quadro clínico que ela apresentava, mas que Ana Luiza estava bem e que com toda certeza no dia seguinte, de manhã, já receberia alta.

Eu não sei se ela estava falando a verdade ou se estava tentando amenizar meu desespero, mas a certeza é que ela conseguiu me acalmar um pouco. Só um pouco mesmo.

Meus pais estavam na lanchonete do hospital. Tinham ido buscar um café pra mim. Assim que chegaram expliquei que Ana Luiza ficaria internada para aguardar o resultado da ressonância que seria submetida no fim da tarde. Eu vi a preocupação nos olhos dos meus pais. E tentava, desesperadamente, passar a maior tranquilidade do mundo pra eles dois. Pedi que eles fossem em casa buscar uma roupa mais confortável pra Ana Luiza e nossos itens de higiene pessoal.

Quando eles finalmente saíram da enfermaria, liguei pro Marcos e falando baixinho expliquei que ela ficaria internada pra aguardar o resultado da ressonância que faríamos naquela tarde.

Segurando o choro no telefone, eu disse que estava muito apreensiva e Marcos mais uma vez tentava me tranquilizar. Ele não tinha dúvidas de que não era nada grave. Argumentou dizendo que ela ainda estava terminando o tratamento, que havia feito uma ressonância do crânio há pouco tempo por causa da radioterapia e não tinha aparecido nada. Portanto eu deveria tentar ficar tranquila, pois com certeza não era nada demais. E por fim completou: “Estou indo pro Aeroporto de novo hoje a noite e, se a companhia aérea liberar, embarcarei para Guarulhos de madrugada e devo ficar no aeroporto durante toda a manhã, aguardando o voo pra Buenos Aires. Assim que eu descer no aeroporto de SP amanhã, ligo meu celular e você vai me dando notícias.”

A enfermeira veio nos buscar para realizar a ressonância magnética. Ana Luiza foi sentadinha na cadeira de rodas, ainda muito sonolenta. Ela foi posicionada no tubo e como sempre, ficava imóvel, bem quietinha, esperando o exame terminar. Aplicaram o contraste intravenoso e concluíram o exame. Sem se queixar, ou se lamentar, Ana Luiza apenas submeteu-se ao exame.

Eu, sem poder fazer nada, completamente impotente, apenas pedia que Deus nos protegesse. Olhar para a cara dos médicos era algo que eu não tinha coragem há muito tempo. Não perguntei absolutamente nada. Apenas tirei ela da maca, a abracei bem forte e fui levando-a de volta a enfermaria da emergência no colo. Fui cheirando e abraçando ela bem forte. Eu estava sentindo um medo tão grande!

Voltamos para a enfermaria para aguardar a liberação do quarto no 5º andar. Ana Luiza ficou acordada e falou: “Poxa, nem vamos poder assistir o Disney on Ice, né mãe? Será que a moça vai ficar triste por que nós não vamos?” Algumas semanas antes, uma jovem mãe do Rio de Janeiro, a Rérica, que acompanhava o caso da Ana Luiza, nos enviou ingressos para assistir este espetáculo na pista de gelo e o evento era exatamente naquele dia. Eu disse que teríamos outras oportunidades e que com toda certeza, a moça entenderia.

Ela fechou os olhos, colocou a mão na testa e parecia voltar a dormir. Eu, sentada ao lado dela, apenas segurei nas suas perninhas, beijando-a e acariciando-a. Em minha cabeça, apenas pensava: “Minha filha... Que vontade que nada disso tivesse acontecido em nossas vidas... Esse medo, esse pesadelo sem fim! Que doença terrível!”

Assim que liberaram o quarto no 5º andar, as enfermeiras nos levaram até lá. Ana Luiza acordou e assim que chegou no quarto, quis assistir sua novela preferida.

Sempre tivemos TV por assinatura em casa e ela dificilmente assistia os canais abertos. Como no apartamento onde estávamos hospedados não havia TV por assinatura, Ana Luiza “descobriu” a TV Globo e suas novelas, a Record e especialmente o SBT. Diversas vezes tive que ir até a agência dos Correios próxima de casa, para comprar a Tele Sena e na hora que os números apareciam na televisão, ela pedia que todos fizessem silêncio e anotava os números religiosamente. Sabia toda a grade de programação do SBT, o nome dos programas, o horário que passava cada um deles.

Ela assistia com mais frequência o SBT, mas no fim da tarde, assistia a novela Cordel Encantado e todos que estivessem na sala, tinham que fazer total silêncio. Marcos nunca permitiu que ela assistisse novelas e em Manaus era mais fácil, afinal ela tinha outras opções. Mas em SP, sem poder sair muito de casa, era quase inevitável. Ana Luiza sabendo que o Marcos detestava que ela assistisse novela, pediu com muito carinho: “Deixa, Puí? Só essa novela? Por favor!!” Impossível dizer não, não é mesmo? E o Marcos autorizou, mas ela assistia sempre supervisionada.

Meus pais chegaram, assistimos à novela todos juntos. Ana Luiza conseguiu se alimentar, meus pais foram pra casa, angustiados, mas ela passou a noite bem.

No dia seguinte, bem cedo, às 6h, Marcos meu ligou. Tinha acabado de chegar no aeroporto de Guarulhos e aguardaria o embarque para Buenos Aires, por volta de 9h da manhã.

Pouco tempo depois Ana Luiza acordou queixando-se de dor na cabeça. Ela não conseguia sequer abrir os olhos. Chamei a enfermeira e expliquei que aguardávamos o resultado da ressonância e que eu gostaria de conversar com a Dra. Fabiana.

Ana Luiza foi medicada, mas não parecia fazer efeito... ela continuava sentindo dor. Aquilo me desesperava. Ela pediu pra assistir desenhos e eu liguei a televisão bem baixinho.

Meus pais ainda não tinham chegado. Ainda era cedo e eu queria muito que a Dra. Fabiana chegasse antes deles.

Nada dos médicos, nada da dor de cabeça diminuir, nada de eu conseguir disfarçar meu desespero. Ana Luiza assistia televisão e eu apenas segurava sua mãozinha. Marcos ligou. Queria saber o resultado da ressonância. E nada ainda. Ele disse que já estava na sala de embarque e que logo embarcaria e eu fui ficando cada vez mais angustiada.

Poucos minutos depois, uma das enfermeiras entra no quarto e diz que os médicos queriam conversar comigo lá fora e que ela ficaria com Ana Luiza.

Minhas pernas tremeram. Mal conseguia respirar. Beijei Ana Luiza e disse que já voltava. Ela me deu um beijinho.

Abri a porta do quarto e de longe avistei a Dra. Cecília e a Dra. Viviane, bem em frente ao posto de enfermagem. Elas conversavam, com o rosto apreensivo. E a cada passo que eu dava, eu me tremia ainda mais. Na mesma hora, me lembrei das palavras da Dra. Cecília: “Se o câncer voltar, não teremos mais nenhum tratamento”.

Eu tentava tirar esses pensamentos da minha cabeça. Assim que eu cheguei perto delas e antes mesmo que eu conseguisse cumprimentá-las, a Dra. Cecília me fulminou com suas palavras: “Carol, não tenho notícias boas. Infelizmente temos uma recidiva no sistema nervoso central, que está tomando toda a região meníngea. Fui conversar com o diretor da área de imagem e infelizmente, não temos dúvidas de que seja uma recidiva.”

Apenas coloquei as mãos na cabeça e disse: “Que merda, Doutora! Ô meu Deus, que desespero!!” E caí em um pranto tão desesperador, que mal conseguia enxergar as coisas direito. Me deu uma náusea tão forte, uma tontura, uma vontade de gritar...

As médicas apenas me olhavam, com um semblante de tristeza profunda! Recebi um abraço e tentava me recompor, mas a vontade que eu tinha era de me atirar no chão! “E agora, doutora? E o que a gente pode fazer? Existe alguma alternativa? Alguma radioterapia disponível ou alguma quimioterapia?”

A médica apenas disse que conversaria com a equipe, mas que infelizmente não existiam mais armas para combater a doença. Não era possível fazer cirurgia, e a região a ser irradiada por uma possível radioterapia, seria muito grande, pois o tumor tomava toda a área das membranas que recobriam o cérebro.

Enquanto ela falava, pedi um minuto para ligar para o Marcos, pois ele estava embarcando para a Argentina e eu precisava explicar o ocorrido.

Marcos, que estava indo para a fila de embarque, atendeu no primeiro toque e eu apenas disse: “O câncer voltou!” Sem saber explicar direito, pedi que a dra. Cecília conversasse com ele.

Enquanto eu enxugava as lágrimas e tentava me recompor do desespero, a médica explicava novamente para o Marcos, a situação de Ana Luiza.

Ela me passou o telefone e Marcos disse que não embarcaria mais. Que tentaria pegar a bagagem de volta e que tomaria um táxi até o hospital. E foi o que ele fez. Saiu desesperadamente da fila do embarque, procurou alguém da companhia aérea, explicou a situação, pegou a bagagem de volta e foi direto para o hospital. Ele disse que conversaríamos com os médicos com calma, pois ele ainda estava incrédulo e acreditava que tudo poderia ser um terrível engano.

Eu precisava voltar para o quarto. Precisava me recompor e encarar Ana Luiza. As médicas mudaram as medicações dela, deram analgésicos mais fortes e foram explícitas com a equipe de enfermagem: “Ana Luiza não pode sentir nenhuma dor!”

Voltei para o quarto e Ana Luiza continuava deitadinha. A enfermeira, como se tivesse sido treinada pra esses momentos, apenas me abraçou e sem dizer absolutamente nada, saiu do quarto. Ana Luiza me viu e esticou a mãozinha em minha direção, como ela sempre fazia. E eu segurei sua mão e caí no choro.

“Me perdoa, filha!” Era o que eu dizia... “Me desculpa por chorar! Mas eu preciso conversar com você e estou muito triste.”

Ana Luiza apenas disse: “O que foi, mamãe?” E eu expliquei que o câncer tinha voltado e que por isso eu estava chorando. Ela, com toda sua força, sem derramar uma lágrima sequer, enfaticamente disse: “Mãe, o câncer não voltou!”

Eu expliquei que tinha voltado sim, que as médicas haviam conversado comigo lá fora e que elas não iam inventar uma coisa dessas. Então ela olhou pra televisão, olhou de novo pra mim e com muita calma apenas disse: “Se eu fiquei boa uma vez, vou ficar boa de novo. Deus me ajudou uma vez e vai me ajudar de novo, mãe. Não precisa chorar.”

Quando ela falou isso, me senti um verme. Uma pessoa completamente sem fé, sem otimismo. Chorei mais ainda. E ela disse: “Mãe, eu que estou doente, deitada aqui nessa cama, não estou chorando! Por que você está chorando? Não precisa chorar.”

E ao escutar aquelas palavrinhas da minha filha, chorei ainda mais. E pela primeira vez, abri meu coração pra ela. Disse que eu estava chorando porque não aguentava mais essa doença. Não queria que minha filha passasse por todo o sofrimento de novo. Não aguentava mais os remédios, os exames, as consultas. Que tudo que eu mais queria ela vê-la curada de uma vez por todas. E que o fato da doença ter voltado, me deixava muito triste e por isso eu estava chorando.

Enquanto eu falava, Ana Luiza se emocionou e começou a chorar. E quando eu terminei de falar, ela esticou os bracinhos e me deu um abraço bem forte. Disse que me amava muito. E olhando pra mim ela disse: “Só vou deixar você chorar essa vez, viu? Chega de choro, mãe. Eu vou ficar boa.”

Escutando aquele ser de 7 anos de idade, que em poucas palavras me mostrou o que é ser forte, não tive outra opção: enxuguei as lágrimas, lavei o rosto, respirei fundo e fiquei esperando meus pais chegarem.

Eu tinha que ser forte para dar a notícia pra eles. Da mesma maneira que minha filha foi forte pra mim, eu teria que ser pra eles.

Meus pais chegaram, trazendo lanchinhos pra gente, animados pois achavam que logo ela receberia alta. Eu não perdi tempo. Expliquei, resumidamente, que o resultado da ressonância havia ficado pronto e que infelizmente o câncer tinha voltado. Foi um choque desesperador. Eles ficaram mudos. Vi o abatimento na cara de cada um deles. Meu pai, com um olhar de dor muito grande, perdeu a voz, perdeu as forças. Mal conseguia conversar.

Minha mãe ficou muito arrasada, chorou, me abraçou. O que fazer agora? O que pensar? Ficamos todos completamente despedaçados.

Deixei meus pais com Ana Luiza e saí do quarto. Precisava chorar. Precisava tirar aquele aperto do meu peito. Fui até a outra ala do andar pediátrico, a ala B. Fiquei olhando pela janela. Olhei pro céu. Estava azul. E eu chorei pedindo que Deus tivesse compaixão da minha filha. Que a poupasse de sofrimento. Pedi que ele livrasse ela dessa doença. Me ajoelhei em frente a janela e implorei pra ter forças e seguir em frente em mais uma batalha.

Eu estava exausta. E saber que não existia mais nenhum tipo de tratamento disponível pra ela, me desesperava. Pela primeira vez, estive sem qualquer esperança. Minha filha, mais do que tudo, precisava de um milagre e eu me sentia fraca. Sem forças para pedir mais um milagre. Sem fé pra acreditar que ela ficaria boa.

Mais uma vez, tudo mudou bruscamente. Mais uma vez eu me sentia despreparada para essa mudança absurda na minha vida. Eu estava me sentindo derrotada, fracassada. Parecei ter escalado um poço muito fundo e quando finalmente conseguia me apoiar na beirada, alguém veio e me empurrou de volta.

Fui procurar a Cinthya, mãe da Beatriz. Grande amiga. Mãe que enfrentava a mesma batalha que eu enfrentava. Uma amiga que Deus me presenteou num momento de enorme tristeza.

Beatriz estava internada fazendo seus últimos ciclos de quimioterapia também. Eu precisava conversar com alguém que entendesse meu desespero. Na verdade eu queria pedir ajuda com meus pais. E ela se dava muito bem com eles. Poderia me ajudar, dando forças pra eles, levando-os pra fazer as refeições, conversando...

Contei pra Cinthya e o choro foi inevitável. Ela parecia não querer ouvir. Não querer acreditar. Choramos juntas e ela garantiu que estaria comigo. E me auxiliaria no que eu precisasse.

Quando estava voltando para o quarto, notei que os médicos estavam reunidos na sala de estar da Ala B. Eles sempre se reuniam lá para discutir os casos clínicos. Liguei para o Marcos e perguntei onde ele estava.

Ele estava entrando no hospital. Pedi que ele subisse para o quinto andar, na ala B que eu o aguardaria na área de elevadores.

Meu pai, ainda muito abalado, vagava pelos corredores e na hora que Marcos chegou, pedi que ele levasse as bagagens para o quarto de Ana Luiza, pois eu e ele conversaríamos com os médicos.

Enquanto aguardávamos os médicos saírem da sala onde estavam reunidos, Marcos e eu conversávamos. Estávamos completamente incrédulos. Marcos estava gelado, suado, apavorado. Eu chorava, sem saber direito o que pensar ou fazer.

Neste momento os médicos saem da sala e dão de cara conosco. Marcos disse que conseguiu desembarcar de Guarulhos e queria entender exatamente o que estava acontecendo.

Dra. Cecília, pacientemente, explicou que o câncer havia se manifestado nas menínges, ou seja, nas membranas que recobrem o cérebro. Que não existia uma massa sólida a ser retirada, mas que toda a membrana, estava comprometida, impregnada de células cancerígenas. Não existia possibilidade de cirurgia, nem radioterapia. E a única droga que Ana Luiza ainda não havia utilizado, não teria um efeito significativo na lesão. Mas eles estavam analisando se valeria a pena utilizar esse medicamento, mesmo que de forma paliativa.

Enquanto ela explicava, eu chorava desconsoladamente. Tentava segurar o choro desesperado, mas era impossível. Abraçada ao Marcos, meu corpo tremia inteiro a medida que a chefe da pediatria sentenciava. Os outros médicos, me olhavam com profunda tristeza. Dra Viviane e Dra. Fabiana derramavam lágrimas discretas. Eu podia sentir a dor que elas sentiam naquele momento. Dr. Nevi, o preferido de Ana Luiza, sequer abriu a boca. Não parecia ter condições para falar alguma coisa. Toda a equipe estava muito entristecida. E eu sentia uma verdade muito grande naqueles rostos. E eu agradeci a Deus, por ter tido a chance de lutar ao lado de pessoas tão maravilhosas.

Ana Luiza recomeçaria os exames de estadiamento. Era necessário saber se o câncer havia voltado a crescer em outras regiões para tentar viabilizar algum tipo de tratamento, mesmo que paliativo. Novas tomografias, novos exames. Não sentia que havíamos voltado a estaca zero. Sentia que havíamos voltado a estaca -1000 (menos mil)!

Caminhamos juntos até o quarto onde Ana Luiza estava. Ela estava acordada na hora que entramos e ficou extremamente feliz quando viu Marcos. Meu coração estava fragilizado demais e ter Marcos pra me amparar era muito importante. Graças a Deus ele não embarcou para Argentina. Enfrentar tudo isso sem ele por perto, teria sido ainda mais difícil.

Depois do almoço, Marcos nos deixou no quarto e conseguiu “fugir”. Ele precisava conversar com os médicos, mas sem a minha presença. Ele queria saber exatamente como seria a progressão da doença, o que aconteceria com Ana Luiza, quais os sintomas que deveríamos esperar. E ele não estava certo se eu conseguiria ouvir as respostas. Então foi, sozinho, conversar com Dr. Nevi.

Ele foi até o ambulatório de pediatria no térreo do hospital e perguntou. O “médico preferido”, Dr. Nevi, se despindo da condição de médico, explicou a situação como um grande amigo. E amigos são honestos.

Ele disse que Ana Luiza poderia evoluir com crises convulsivas e em uma destas crises, não voltar mais. Ou poderia falecer dormindo, como um passarinho, em virtude de uma parada cardiorrespiratória. Ele disse que a droga disponível, não teria efeito curativo, apenas paliativo, no intuito de prolongar a vida de Ana Luiza e melhorar a qualidade de vida por mais algumas semanas.

Dra. Cecília já havia nos explicado que uma recidiva nesta região era muito rara, que a região mais comum era o pulmão. E eles não sabiam explicar o motivo deste tipo de recaída. Algumas literaturas falavam, que crianças “super-tratadas” tinham recidivas em regiões incomuns e que este parecia ser o caso de Ana Luiza.

Marcos ouviu tudo atentamente. Perguntou sobre a necessidade dela ser intubada, caso parasse de respirar. E Dr. Nevi foi muito honesto. Qual seria o objetivo de intubar Ana Luiza? Sem tratamento, o câncer só se espalharia e a consumiria diariamente, prolongando um sofrimento, sem qualquer expectativa de melhorar. Mas a decisão era nossa, dos pais. Ele, como amigo, apenas sugeriu que, quando a hora de Ana Luiza chegasse, nós a deixássemos ir.

Pela primeira vez, o médico que havia se declarado “cético”, disse que Ana Luiza era uma criança muito especial, maravilhosa, madura, acima da média em todos os quesitos, e que pessoas assim, costumam ter missões breves na Terra.

Marcos agradeceu e saiu do consultório. Pela primeira vez, se viu realmente sem saída. Sempre havia havido uma chance - um hospital melhor quando ainda estávamos em Manaus, um protocolo de quimioterapia mais forte como o transplante autólogo ou uma radioterapia mais moderna, como a IMRT. Dessa vez, só o que poderíamos fazer é estar com ela e ampará-la. Ele chorou compulsivamente pelos corredores do hospital.

A tarde, os exames recomeçaram. Ana Luiza precisaria submeter-se a um mielograma, exame extremamente doloroso e desconfortável, o qual ela nunca havia feito antes.

O exame, basicamente, consistia em enfiar uma agulha enorme na coluna vertebral, para coletar o líquor, um líquido importante que recobre todo o sistema nervoso. A intenção era confirmar a presença de células malignas. Ainda nutríamos a esperança de que fosse alguma outra patologia, uma infecção viral ou alguma espécie de meningite. E o exame serviria para diagnosticar definitivamente a recidiva.

O médico que veio fazer o exame, experiente, cuidadoso, carinhoso, transmitiu muita segurança pra ela e pra gente. Posicionou Ana Luiza e pediu que um de nós, segurasse o tronco e a mantivesse na postura. Ela não quis que eu a segurasse. Queria apenas o Marcos. Assim que ele iniciou o procedimento, Ana Luiza gritava desesperadamente. Chorava muito, um choro desesperado de muita dor, e gritava dizendo: “Aiiii, papai!! Me ajuda!!! Aiiii, papaaiii!! Socorro!! Aaaiiiiiii” Eu não aguentava ouvir aquilo. Era enlouquecedor ouvi-la gritar daquele jeito. Nunca tinha visto Ana Luiza tão sentida, tão sofrida.

Após o exame, ela teria que ficar deitada por 4h, sem poder flexionar a coluna e por causa disso, somente no dia seguinte ela continuou os exames de estadiamento. Marcos passou a tarde deitado com ela. Ela recebeu diversas visitas. Os grandes amigos de sempre estavam lá. Os novos amigos da radioterapia também apareceram.

Os efeitos dos analgésicos potentes e do corticóide logo apareceram e Ana Luiza parecia mais disposta. Ela não desgrudava do “puí”. No dia seguinte, Marcos foi com ela em todos os exames: ressonância, tomografia e cintilografia. Mas em virtude da situação, eles estava permitindo que eu também a acompanhasse. Mas Ana Luiza só queria saber do “puí”. Só queria o colo dele.

Os exames foram feitos com a urgência que o caso exigia. Mesmo os médicos sabendo que a cura não viria, isso nunca seria motivo para a equipe do A.C Camargo deixasse de se dedicar a nenhum de seus pacientes.

Passado os exames, já de posse dos resultados, a Dr. Cecília ligou para o apartamento onde estávamos internados e pediu que fôssemos ate o consultório.

Explicou que o tumor tomou toda a região das meninges, não só a parte que recobre o cérebro como também a que recobre a medula espinhal. Os resultado do Mielograma apontou a presença de células anormais, portanto estava confirmada a recidiva do rabdomiossarcoma. Ela falou que a única droga disponível teria um efeito paliativo, ou seja, poderia segurar o avanço da doença, por outro lado, poderia debilitar muito a criança, pois Ana Luiza já tinha feito um transplante autólogo há pouco mais de 3 meses e que sua medula óssea ainda estava enfraquecida, podendo não responder bem a esta nova quimioterapia. Ela concluiu dizendo que a decisão pela quimioterapia era nossa.

Perguntei o que ela achava. Perguntei se ela achava sensato fazer a quimioterapia. A resposta foi simples: “Carol, Ana Luiza não é minha filha. Eu não posso dar opinião. Não fui eu que carreguei ela no ventre. Somente você pode decidir. E não existe certo e errado nessas horas. Tem familiares que preferem ir pra casa, aproveitar o tempo restante. Outros preferem ir até o fim. Mas essa decisão é sua. Somente você, que carregou Ana Luiza, pode decidir.”

Chorei muito. Um choro sentido. O momento mais triste da minha vida. E tudo que eu mais queria era colocar Ana Luiza nos braços, pegar um avião e voltar pra Manaus. Entrar em casa, permitir que ela entrasse em seu próprio quarto mais uma vez, jogar videogame com ela, tomar sorvete, deitar no chão da sala, comer pipoca, arrumar seu cabelo pro balé, levá-la pra ver o rio, dormir ao lado dela. Tudo que eu mais queria era a minha vida normal de antes. Chega de quimioterapia!!

Ao mesmo tempo, eu imaginava que, como Davi, esta pequena quimioterapia, seria capaz, miraculosamente, de atingir em cheio o grande Golias, que era esse câncer maldito. O fato é que eu não aguentava mais. Não queria mais decidir entre a cruz e a espada. Não aguentava mais vê-la sofrendo, vomitando, perdendo cabelo. Tudo que eu queria era que isso fosse um pesadelo e que eu acordasse em Manaus. Em minha casa. Com minha filha, saudável, me acordando dizendo: “Mãe, você já dormiu muito. Tá na hora de acordar!”, como ela sempre fazia nos finais de semana, quando vinha ao meu quarto e passando a mãozinha no meu rosto, me chamava pra ficar com ela.

A Dra. Cecília nos deu um tempo para pensar. Marcos e eu, cabisbaixos, fomos voltando para o quinto andar. Marcos foi enfático: “Vamos fazer a quimio, Carol. Daqui 5 semanas, 5 meses, 5 anos, estaremos tranquilos pois teremos em nossos corações, que fizemos tudo que tinha disponível em 2011 para tentar curar Ana Luiza. Eu sei que estamos todos cansados, ela também. Mas eu acho que devemos tentar.”

Pensei muito. Chorei muito. Conversei com nossos pais e nossos amigos próximos. E poucas horas depois decidimos fazer a quimioterapia. Voltei ao ambulatório de pediatria e confirmamos a nossa decisão. Dr. Nevi, concordando com as palavras da Dra. Cecília disse: “Nosso maior objetivo sempre será dar a maior qualidade de vida possível para Ana Luiza. Esta fase é muito difícil, muito dolorosa, mas apenas os familiares podem decidir. E não existe certo e errado. Se vocês decidissem voltar para Manaus e curtir os últimos de Ana Luiza em casa, teriam nosso apoio. Querendo ficar, estaremos ao lado de vocês. Conte conosco”.

No dia seguinte, Ana Luiza iniciaria o 1º dia de quimioterapia com a única e última droga disponível, o Topotecan. Ela já estava tomando um corticóide e um anticonvulsivante, para diminuir o edema, a dor e evitar crises convulsivas. Ela faria 2 ciclos de quimioterapia. Cada ciclo com duração de 3 dias. Após o 3º dia de quimioterapia, ela receberia alta do hospital e após 21 dias, faria mais um ciclo de 3 dias e repetiria os exames de imagem para sabermos os efeitos da medicação no tumor. Se tudo estivesse do mesmo jeito, a quimioterapia seria suspensa. Caso houvesse alguma redução prosseguiríamos com outros ciclos.

Avisei familiares, amigos e a família paterna/biológica de Ana Luiza. Agora nos restava torcer para que esta medicação fizesse algum efeito no tumor. Agradeci a Deus por mais um dia, pedi misericórdia pela vida da minha filha e me concentrei em minhas próprias orações. O que dependia das mãos dos homens continuava sendo feito. Agora, mais do que nunca, esperávamos por um milagre de Deus.

151 comentários:

  1. Nossa Carol... Lendo isso agora imagino a catarse emocional que vc precisou realizar pra escrever tudo isso... E te admiro cada vez mais...
    A Ana é um anjo que veio passar um tempinho aqui na terra conosco e nos ensinar o que é ter fé, o que é ser forte de verdade.

    Você e o Marcos são criaturas abençoadas por terem vivido essa experiência que foi dolorosa mas transformadora!

    Que o Instituto Alguém consiga ajudar milhares de crianças e que esta missão de vocês ajude a preencher pelo menos um pouco esse vazio que a Aninha deixou.

    Que Deus os abençoe muito e sempre!

    Um abraço forte!

    Cláudia Veras

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  2. Que Deus os abençõe sempre!!!

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  3. Uma dor como essa não tem definição nem comparação.
    É única e intransferível.

    Que Deus continue dando forças, apoio e consolo.

    A paz é filha do tempo.

    "Os que semeiam com lágrimas colherão com alegria."

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  4. Sem palavras...emocionadíssima, porém sempre aprendendo com vc, Carol!

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  5. Carol e Marcos, acompanhei esse período pela internet com vcs e só posso dizer que a dor de vcs é inimaginável! Que Deus abençoe vcs!

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  6. Eu não sei se teria essa força para escrever esses momentos em que vivenciou! Desejo toda a felicidade para essa familia!

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  7. Carol, lembro tão bem desse dia! Lembro de você contando do sonho numa das nossas conversas pelo face na madrugada, do seu desespero no telefone no dia da notícia da recidiva, do sentimento de impotência frente a tudo aquilo. Ler dói! Entendo perfeitamente quando você diz quanto é difícil escrever quando insistimos pra você concluir o blog. É viver tudo aquilo novamente. Tenho pensado nela mais do que o normal nessa duas últimas semanas, não sei bem o porquê e agora lendo seu relato estou aos prantos ( zero pra mim ). Sua filha realmente "é" muito especial.

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  8. Lindo , triste , um misto de setimentos que nao sei nem o que sentir , nem o que explicar , vcs foram pais e mecerem todos os meritos , sei lá , nao tenho palavras para dizer , escrever o que estou sentindo.

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  9. Lembro exatamente do dia da Radioterapia em que encontrei vcs, e ela estava molinha e indisposta, mas sempre com aquela adoravem sorriso no rosto e falante. E quando eu dei pra ela o cachecol com o gorrinho e as luvas ela ficou feliz dizendo que não sentiria frio e te zuou, dizendo que vc sentiria! Depois me lembro do dia em que passei a tarde com vcs no hospital e ela estava tão linda e tão centrada na cartada final do tratamento. Vcs todos, a familia inteira sempre especiais e atenciosos. vovó Aldenora e Camila, queridas demais. Não me esqueço jamais. Vcs mudaram a minha vida. Antes de conhece-los, eu estava passando por uma terrivel transição na minha vida. Já tinha algum tempo que estava em SP (por escolha minha) e ainda não havia me adaptado. Não via graça em nada. Era apenas trabalho e casa, trabalho e casa. Ao conhecer vcs e ter tido este contato, vi alegria em não ficar apenas em casa qnd nao estava trabalhando. Foi gratificante demais usar o tempo que eu tinha para visitar Ana Luiza no hospital. Vcs são maravilhosos. Deus me deu de presente estes pequenos momentos. Ana Luiza mudou completamente a minha maneira de ver a vida. E hj, Carol.. te digo com certeza.. tenho muito mais alegria, vontade e força para ter uma vida repleta de alegria. Sempre antes de dormir, aos fazer minha oração, faço duas. Uma conversando com Deus, e outra conversando com Ana Luiza, meu anjinho particular que tenho certeza que tem me olhado sempre e feito as coisas darem certo com tem dado. Minha estrela sempre brilhante lá em cima. É ela, com certeza!

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  10. Vi no face, q vc voltou ao blog.Logo conferi.Que realidade fulminante!!Chorei,é tudo tão real.Como vc consegue escrever?Mas por outro lado,qtas mães se confortam,com tanto sofrimento.
    Admiro vc,admiro o seu esposo!
    Imagino a saudades dos avós,tbem sou avó.E qdo somos avós,nosso coração é bem mais derretido,do q no tempo q fomos mães.
    Uma coisa eu tenho certeza:Deus os escolheu para serem pais de uma cça muito especial em tudo(coragem,fé,esperança),para usa-los bo Inst. Alguem,e em cada caso q será colocado nos seus caminhos,porque vcs são conhecedores e vivenciaram com a propria filha.Mas como cristã quero te dizer,o Senhor foi quem deu a Ana Luisa,o Senhor a levou.Ela está nos braços do Pai,um lugar que eu desejo um dia estar,mas que muitas pessoas não estarão.Sempre oro por vcs,por força e coragem.Bjos.

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  11. Carol, esses blog, estes escritos precisam virar um livro. De verdade. pense nisso. Vc escreve muito bem e toda essa história merece ser lida por muito mais gente! Nunca ví uma lição de vida tão grande! Ana Luiza é especial de mais e você, uma guerreira, uma mulher fantástica! Posso indicar nomes de editoras, meu marido é escritor.
    pense nisso!
    Bj grande,
    Débora
    debgomez@terra.com.br

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  12. As lágrimas que escorrem de meus olhos ao ler isso não tem a mínima parte do seu sofrimento e de seu esposo, mas tento imaginar quão duro foi passar por tudo isso.
    Só posso desejar força a vocês, sempre, pois após passar por tudo que passaram, ainda tem forças para criar um instituto e ajudar outras pessoas.
    Não é só sua filha que era iluminada, vocês também são.
    Grande abraço!

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  13. Carol, sem dúvida, vc é uma guerreira...não tem como não nos emocionarmos lendo sua história de amor maior e incondicional. Ana Luiza tem orgulho de vc e puí.

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  14. Carol,

    te admiro profundamente por ter conseguido escrever esse post. Achei que você não atualizaria mais o blog, mas fico feliz que tenha me enganado, foi uma surpresa muito grande encontrar o tweet do Marcos comentando sobre a atualização. Que bom que continuaste a história da sua pequena. Ela merece ser contada. A Ana merece continuar sendo lembrada.

    sou uma das milhares de pessoas que acompanhou a trajetória de vocês de longe, através do blog e do Twitter. Sou uma das milhares de pessoas que pediu a Deus por sua filha, que agradeceu a Ele por ela ter vindo ao mundo para nos ensinar tanto e também que pediu por vocês, família desse anjo. Me lembro de tudo isso, vivamente. Me lembro como acompanhava a evolução da história através do Twitter de vocês e o quanto nos empenhamos nas orações e nas vibrações positivas para que a Ana Luiza ficasse boa. E quando ela se foi, chorei como se fosse alguém da minha família, assim como sei que milhares tiveram a mesma reação, em todo o país. Uma criança que nunca conheci pessoalmente, que nunca me conheceu, mas que me mudou para sempre. Essa era a missão dela, tenho certeza, mostrar às pessoas que tiveram a chance de conhecer sua história o quanto a vida é maravilhosa e o quanto devemos agradecer, diariamente, por ela e pelas pequenas felicidades diárias.

    Sonhei com Ana Luiza duas vezes, desde que ela partiu. Nas duas vezes ela estava linda, sorridente, esbanjando saúde, com o cabelão lindo e espesso, solto, esvoaçante (até comentei contigo no Twitter, mas você nem deve se lembrar). Esses sonhos me deram uma paz muito grande. Acordei feliz, porque senti que a Ana está bem.

    Obrigada por compartilharem sua história conosco. Não tenho palavras pra dizer o quanto vocês são especiais, afinal, só seres humanos realmente iluminados para terem sido escolhidos como pais de um espírito evoluído como a Ana Luiza.

    Um abraço direto de Belo Horizonte.

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  15. Carol, eu aqui vendo os meus filhos, podendo abraça-los, estou aos prantos por sua história. Recentemente estive no AC Camargo por conta de um carcinoma basocelular no nariz, uma bobagem diante de tanta gente que sofre com essa doença. Fiquei admirada com a quantidade de cirurgias que fazem diariamente naquele hospital, em média 55 por dia. É um número absurdo! E lá a gente percebe que ninguém está livre. Mas, quando a gente vê um adulto sofrer com esta doença, a gente dá um desconto. Uma criança, não! Um filho nosso, muito menos! Não tenho palavras pra te dizer! Na verdade, o que eu poderia te dizer? Só sei que não te conheço, nunca te vi, nem mesmo a sua filha..... mas, como a dor de vocês, é possível chegar até mim? Acho que o que mais explica isso é a palavra amor, pois sou mãe e é isso que me faz sentir a sua dor. Tudo que podiam fazer pela Ana Luiza fizeram, e em especial deram muito amor. E mesmo com a dora da perda, tiveram forças para o "ALGUEM" e a Ana Luiza "tem" muito orgulho de ver vocês se preocuparem com outras crianças. Ela é muito feliz pelos pais que têm!! Força, muita força pra vcs! Um enorme abraço..... Gabriella

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  16. Nossa que força que Ana Luiza teve!!!! Que força que você Carol teve e está tendo por conseguir voltar aqui e nos presentear com mais essa lição. Impossível ler de uma só vez, impossível ler sem chorar, sua dor foi imensa, mas Deus escolheu você pra ter a ANA LUÍZA ela é a sua Dádiva!!!!!! Que vc tenha muita força na vida, muita luz....

    Paula - PALHOÇA/SC

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  17. Carol, já há algum tempo acompanho o seu blog e a história de vida de sua família!
    Fé e perseverança, foi isso que aprendei com você, Marcos e principalmente com o anjo Ana Luiza!
    Sua filha cumpriu uma missão de vida maravilhosa e te deu forças até o último instante, e agora vc continua essa missão com o Instituto Alguém, tinha que ser assim.
    E Carol ela continua te dando forças mesmo estando do outro lado, confie sempre!

    Abraço e esteja em paz!

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  18. Carolina cada vez que eu leio o seu blog eu me emociono muito e pergunto por que acontece isso meu DEUS? Ainda mais com as crianças que são um anjo . Mas tem muitas coisas nessa vida que temos que aprender a enfrentar e essa é uma delas. Tenho orgulho da força que vc está tendo e do trabalho lindo que vcs fazem . Desejo muita força ... e sucesso no seu lindo trabalho ... Que DEUS ilumine esse lindo trabalho que vcs fazem . Fiquem com DEUS .... Bjs e força amiga ....

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  19. Foi muito difícil chegar até o fim do post, muito mesmo, olho para as fotos e não consigo acreditar até hoje, um desespero, uma dor que só mãe sabe o que é, posso te dizer que meu coração sempre irá ao seu quando eu lembrar dela, esta sendo difícil até digitar, mas eu preciso te dizer que no dia que for a Manaus eu precisar te ver, te dar um abraço... Me pergunto como a medicina ainda não descobriu como evitar essa doença maldita,como se tornou "normal", morrer por câncer, esta demais, que loucura tudo isso, como tanta criança com câncer, sabe eu preciso entender isso, pois é muito doloroso, muito mesmo.

    Deixo aqui o meu abraço, e no que precisar para divulgar o que vocês estão fazendo para ajudar outras crianças conte comigo!

    Sou dona do site www.gemelares.com.br será uma honra fazer parte do que vocês fazem, conte comigo mesmo!!!!!

    Um grande beijo!!!!

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  20. Estou me sentindo um nada perto do que "é" a sua linda filha. A missão de Ana Luiza foi cumprida com sucesso e mais do que isso... Além da vida da sua família, vem transformando a vida de incontáveis pessoas através dos seus escritos e do Instituto Alguem. Sou uma grande admiradora. Que Deus lhe abençoe.

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  21. Carol, como sempre afirmo, a sua filha, mesmo com tão pouca idade, é exemplo de garra, de força, de confiança, de coração, de mulher, de guerreira, para todos nós. Obrigado por compartilhar a sua história conosco. Toda vez que passo pelo blog, sinto que cresço como ser humano.

    Um grande abraço da Bahia!

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  22. Carol...
    realmente você tudo pode Naquele que te fortalece!!! Você foi e é uma mãe de fibra e coragem, coragem por ter passado por tudo que passou, e fibra por ainda voltar aqui e nos contar como foi tudo.
    Eu já perdi um bebê com 36 horas de vida, e passei 10 anos sem tocar no assunto, tamanha a dor...choro ao ler teu relato, choro por ver a determinação da Ana Luiza, menina guerreira, forte um anjo que ensinou muito a todos que acompanharam mesmo de longe.
    Te admiro, e te amo, oro sempre por vocês que Deus abençoe e derrame sua graça sobre vocês a cada dia.
    Um forte abraço d quem acompanhou de longe e chorou como se conhecesse vocês desde sempre
    Candi

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  23. NÃO TEM COMO NÃO SE EMOCIONAR....ANA LUIZA, ESTRELINHA Q HOJE BRILHA NO CÉU! BJOS MAEZINHA E PAIZINHO, DEUS E COM VC,S SEMPRE...

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  24. Toda vez que eu leio algum detalhe da história da sua filha, eu me sinto pequena. Eu lembro de todas as vezes que eu chorei e me descontrolei por biópsia, as vezes que o medo do que pode acontecer no futuro paralizou a minha vida. Meu câncer nunca foi tão grave, apesar de ser um tipo agressivo, foi pego no início e como você pude contar com profissionais maravilhosos, além da minha fé como testemunho.
    Acho que o que faz a Ana Luíza e vocês especiais foi que na tormenta, conseguiram enxergar o milagre. Esse é o meu testemunho pra vc, que toda vez que entro aqui me faz acreditar no plano do Senhor para conosco.
    Obrigada por compartilhar sua história de fé e amor pela sua filhota.

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  25. CArol e Marcos acompanhei pelo face o tratamento de Ana Luiza e lendo agora é como voltar ao período em que uma grande corrente de oração e pensamentos positivos diárias que formava-se pela recuperação e cura de Aninha., é muito triste o sofrimento dela o sofrimento de vocês...que Deus fortaleça vocês a seguir inspirados na garra força determinação e o sorriso lindo que ela sempre teve a ajudar muitas crianças por este trabalho do Instituto, tenho certeza que ela sempre estará juntinho de vocês.

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  26. ...
    ...
    Ah, Carol, quanta dor pode caber num coração?
    ...
    Quanta tristeza pode ser suportada?
    Quanta saudade pode existir?
    ...
    Sei não, mas sei que vc foi capaz de viver essa história e de transformá-la em um projeto cheio de amor, generosidade e entrega!
    Quantas bênçãos podem vir trazidas por uma tragédia?
    Quantas mães dariam conta de seguir suas jornadas?
    ...
    Carol, Ana está com vc, não tenho dúvidas...e um pouquinho dela vai estar com muitas outras crianças, mães, pessoas que serão ajudadas pelo trabalho que vcs se propuseram fazer.
    Muita força, muita luz e que Deus os abençoe sempre!
    Cristiana

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  27. E como será lindo o reencontro de voces tres!!! Toda a saudade, a distância, nada disso existirá mais, será um lindo abraço que apagará o tempo em que ficaram distantes. Tenha fé, Carol, a espera doi mas o reencontro enxugará de seus olhos todas as lágrimas. Força pra você, pro Puí e os avós da estrelinha linda.

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  28. Sua força para escrever sua história é impressionante.

    Nós, que não vivemos a situação, somos tomados pela emoção. Inimaginável sua dor naquele momento.

    Parabéns por conseguir converter toda essa dor em algo positivo, ajudando a outra pessoas.

    Você e Ana Luiza são admiráveis.

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  29. É tão triste, tão doloroso... e tão bonito. A história da Ana Luiza é um exemplo para muitos. A sua força Carol e a força do PAI dela, o Marcos, é comovente. Que Deus abençoe vcs sempre.. Sei que a Ana Luiza está nos braços do nosso Senhor.

    Abraços!!

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  30. Tenho muito respeito por você, Carol. Muito.

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  31. Carol e Marcos.. enquanto lia suas palavras lembrava dos 2 ou 3 momentos em que rapidamente estive com vocês. A força e confiança que vi em você, Carol, quando fui com Karina. E ainda sua força quando nos últimos momentos dela. Realmente é difícil decidir quem foi mais bênção na vida do outro. Você e sua filha, juntamente com Marcos, apesar da dor, são espíritos iluminados que estão aqui para nos mostrar o quanto damos importância a coisas pequenas e nos esquecemos do que é verdadeiramente importante: a fé e o amor.

    Que Deus os ilumine sempre!!
    Beijo grande. Eneida

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  32. Carol, estou em prantos como todas as vezes que leio sua história.
    Você é um exemplo de mãe guerreira. Com vc aprendi a valorizar todos os pequenos momentos que tenho com meu filho, como um simple pentear os cabelos e ajudá-lo a guardar os brinquedos espalhados pelo chão.
    A PEQUENA foi uma vencedora!! Um exemplo de maturidade e inocência!
    Que Deus os abençõe sempre e os faça cada vez mais exemplos de luta e determinação!!
    O instituto Alguém agradece!

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  33. Nossa sem palavras
    Chorei com essas palavras
    Força muita força
    E acredite sempre em Deus
    Ele pode TUDO
    Abraços

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  34. Carol, sem palavras, com os olhos cheio de lágrimas. E Ana Luíza que exemplo, te dando forças, que criança mais linda. Olha passei isso com minha mãe,a recidiva, não é fácil.Perder um filho nem se compara,criança não deveriam ficar doente nunca, mas sei bem de cada palavrinha sua. Te admiro muito mesmo. Força sempre, acho que essa lição que Ana Luíza nos deixou é para tornarmos pessoas melhores. E cada palavra de amor que ela te dizia, mostra o qto ela a ama. Um grande beijo. Letícia Kumei

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  35. Carol
    Você é uma abençoada! Poucos têm o privilégio de ver um anjo e você não só viu, mas concebeu e viveu por 8 anos com um anjo chamado Ana Luiza.
    Palmas pra você e sua família, que passaram por tudo isso firmes sem blasfemar contra Deus!
    Não me imagino capaz de passar por tudo isso jamais! Que Deus tenha misericórdia de todos que passam e hão de passar por esta doença terrível!
    A dor da saudade não passa, mas que Deus derrame Seu bálsamo consolador sobre a vida de todos que amam a Ana Luiza!
    Fique com a paz de Deus!
    Débora de Oliveira Marcondes

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  36. Carol,

    OBRIGADA! Chorei demais nesse penultimo post!!! eu oro a Deus pra que Ele me use como ele usa vc!

    Carol, Deus tem planos pra vc, que esta muito alem do que vc imagina.

    E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.

    Apocalipse 21:4-5.”

    O melhor ainda está por vir! O Santo dos Santos está à nossa frente. O Senhor preparou uma bem-aventurança inimaginável para aqueles que O amam. Essa bem-aventurança não pode ser descrita, pois: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” Mas o Senhor, na Sua Palavra, compartilhou coisas bem concretas sobre a glória eterna. Por exemplo, lemos no livro de Isaías: “…nunca mais se ouvirá nela nem voz de choro nem de clamor.” Isso significa: os glorificados não choram mais, pois todo motivo para tristeza foi a

    Deus te abencoe sempre!
    Eliane

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  37. olha querida,sempre acompanhei seu blog!perdi minha bebe com apenas 4dias de nascida,devido a uma doença genética.È uma dor desumana,sofro até hoje,apesar de estar grávida de 5meses agora.Sei que não substitui...muita força p vc e o "puí",muita fé,sei que nós mães por passarmos por situaçoes assim,perdemos um pouco a fé...hoje,sua filha não sofre mais,pense nisso,ela está curada,e estará presente sempre no seu coraçao,ela tá viva.Sei,pois penso assim.Hoje,ela está bem,fique em paz,pois ela está em paz!bjs

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  38. Nossa, mesmo sendo triste toda essa história foi tão gostoso "reencontrar" com Ana Luiza. Como ela era uma menina especial!

    O Dr. Nevi tem razão, crianças especiais assim têm uma missão curta na terra. A de Ana Luiza é fácil saber: tá aí o Instituto Alguém fazendo a diferença nas vidinhas de outras crianças que passam pelo mesmo que ela passou!

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  39. DEUS ESTÁ SEMPRE CONOSCO!MUITA PAZ ,VOCÊ É UMA PESSOA ABENÇOADA!UM GRANDE BEIJO!

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  40. Deus esteja sempre com vocês, aliviando a dor da saudade.
    Um super abraço apertado em vocês.

    Luciane Cassol

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  41. Estou sem palavras.....
    Que Deus abençoe vcs, sempre!!!

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  42. :(

    chorei muito... Dia desses passou uma reportagem, que agora não me lembro em que canal e foi tua filha quem apareceu.

    que a força que Ana Luiza teve esteja sempre dentro de vocês.

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  43. Carol....

    Acompanho o seu blog,e essa ultima postagem foi a de todas a mais dificil de ler,pois a tristeza invadi o coraçao de uma tal maneira,que nao tenho nem palavras para descrever!!!
    A cada dia admiro mais e mais vc e o Marco "puí"....
    Espero que vc continue postando mais relatos!!!

    Que Deus á abençoe sempre....

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  44. Carol, você realmente é muito guerreira. Escrever depois de tudo que passou é sinal de força e entendo que também é uma forma de colocar tudo pra fora, né? Me emocionei demais...

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  45. Eu imagino a dor e dificuldade que deve ter sido escrever essa ultima postagem, porque nòs que estamos lendo estamos aos prantos e eu por estar em situacao semelhante com minha irma, peco a Deus que me livre dessa angustia e dor.

    De qualquer forma doi ler, mas da muita alegria ver o tanto que Ana era especial e como vc e Marcos foram pais exemplares.

    Te mandei uma mensagem no Face.
    Te adoro!

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  46. Nossa não tenho palavras...
    Que Deus conforte os corações de vcs...

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  47. Para nós que, literalmente convivemos com a dor contínua da espera pela cura de nossas filhas, reviver esses momentos é realmente doído e enche nossos corações de saudades. Não esqueço aquela noite da Aninha,(após saber dos resultados),bricando no carrinho do hospital, e indo nos visitar no quarto às quase 23:oo, com aquela carinha que só ela sabia fazer...muitas saudades da pequena meus queridos amigos. ass cinthya

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  48. Não têm um dia que eu ligue meu computador que eu não entre aqui. Parece que conheço vcs! Que Deus abrace sempre nosso anjo.

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  49. E hoje, no dia mundial de conscientização do autismo, um dia cheio pra mim, co muita emoção boa, e muito pesar no coração por outros motivos, vim aqui e me deparei com essa atualização cheia de tanto amor que todo cansaço passou, e no lugar vieram as lagrimas...por toda a narrativa, mas carol, PRINCIPALMENTE pela capacidade de amar que tua filha me mostrou nesses poucos meses que a acompanhei pelo blog.
    Ana Luiza mudou a vida de muita gente, eeu fui uma dessas pessoas. Choro copiosamente como se fosse minha filha e me emociono a cada lição de amor e vida que essa criaturinha de apenas 7 anos nos trouxe.
    Minha familia é completamente apaixonada por todos os ensinamentos da tua pequena, e MUITAS VEZES em reunioes familiares nos pegamos falando da Ana Luiza, nunca com pena e sim sempre como exemplo, das suas piadas e tiradas tão maduras e puras ao mesmo tempo.
    Sua filha foi fruto de todo amor que você depositou na criação dela, de todo amor que ela recebeu dessa familia tão abençoada por ter convivido com ela.
    #analuizaparasempre.

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  50. vc eh maravilhosa gerreira....esse anjo Ana Luiza nos deixou,garra detrminacao,forca,comprensao,estou maravilhada com esse anjo....e esse projeto...soh podia vir de alguem muito especial como vc Carol...Deus soh nos da aquilo que podemos carregar Deus tem proposito em sua vida....fique com Deus...um beijo no seu coracao

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  51. Sem palavras, somente q vc é sensacional, parabéns, pela garra de relatar tudo , não sei e tenho certeza q não teria essa coragem, sou frágil, ao ponto de só pensar em uma coisa dessa eu já desmorono, peço até perdão a Deus por não aceitar certas coisas, mas sou assim. Fique com Deus.

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  52. Carol... não tenho palavras pra relatar o que sinto quando leio seu relato. Me coloco em seu lugar e só penso que não posso deixar minha pequena de lado e q devemos curtir cada minuto junto com quem a gente ama... tenho um nó na garganta agora... vc é muito guerreira e a Ana Luiza tinha uma garra e fé enormes... Que Deus abençoe a todos de sua família. Que tudo fique bem...

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  53. O que dizer... sem palavras.
    Mas com a certeza de que agora a pequena está em um lugar que apenas os vitoriosos merecem está, nos braços do Pai Todo Poderoso.

    SABE QUANDO VC TEM UM JARDIM FLORIDO, COM TODAS AS ESPÉCIES DE PLANTAS E FLORES, VOCÊ SENDO A DONA DESSE JARDIM , PODE PEGAR A FLOR QUE VC QUIZER, CERTO, CLARO QUE N LUGAR DE DONA VC VAI COLHER A FLOR MAIS BELA PRA SÍ, ASSIM FEZ O NOSSO DEUS, A LEVOU, LINDA PRA JUNTO DELE, E LÁ ELA NÃO VAI MORRER COMO QUANDO PEGAMOS UMA FLOR E A TIRAMOS DE SEU HABITAT NATURAL, PELO CONTRÁRIO, LÁ ELA VIVE A VERDADEIRA E ETERNA VIDA... E NÓS VAMOS SENTIR O SEU PERFUME TBM UM DIA.

    FICA COM DEUS

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  54. Carol, como você, conheço bem essa dor e os corredores de um hospital! Vi que vc tinha atualizado o blog e demorei um pouco para lê-lo, pois sabia que tudo viria à tona na minha mente! Chorei bastante, sofri novamente, mas só tive a certeza que nossas guerreiras foram anjos em nossas vidas! Hoje, vivo para honrar a Deus o privilégio de ter sido mãe de uma Luiza que mudou
    minha vida para sempre! Fica com Deus! Bjs.
    Alessandra (@ttatamayer)

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  55. Carol, não pude deixar de chorar ao ler seu relato, minha mãe também faleceu em virtude de câncer cerebral, foi muito triste, ou melhor, foi terrível ouvir o diagnóstico de que ela não mais conseguia respirar sozinha, que seria induzida e que nós, a família, deveríamos decidir sobre fazer ou não, uma cirurgia, que não a curaria, mas poderia prolongar sua vida, caso ela resistisse ao procedimento, mas tb sem garantias das condições que isso ocorreria. Decidimos não fazer a cirurgia e ficamos, sem chão, esperando o fim, como doeu, foi muito duro, porisso sei como vc se sente. Tenha força, vc lutou, sua filha lutou, e muito. Vcs são muito guerreiras, bjs

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  56. Carol Deus abençõe vc e sua familia, gostaria de dizer que vc esta ajudando bem mais pessoas do que vc pode imaginar, este blog ensina a dar mais valor a vida tua pequena foi e sempre será um exemplo de fé. gostaria muito que esta história se tornasse um livro pois sempre encontro forças aqui pois aqui percebo que meus sofrimentos não são nada, comparado ao que vc passou. ANA LUIZA ´só veio de passagem para deixar sua mensagem de força e fé e agora voltou para sua verdadeira casa, junto ao PAI. bjs. Carla

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  57. Que Deus os abencoe sempre!!!
    Emocionada com sua luta.
    Olhe, um dia vcs se reencontrarão e mais uma vez terão a oportunidade de se abraçar forte!!!!
    Tenho muito respeito por vcs!!!!!!

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  58. Que força essa pequena tinha e que exemplo de vida.....Deus os abençõe sempre!!!!

    WalSouza Manaus_Am

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  59. Carol guardo o imenso carinho por vcs, mesmo sem nunca termos nos visto, só pela luta, coragem e persistência de vcs...
    Sem duvida vc é exemplo de mãe, de ser humano, a pequena se foi, mas o que ela deixou aqui nunca vai se acabar, ela foi e sempre será um exemplo de guerreira, lutadora, força...
    Foi impossível n me emocionar com cada palavra sua, com cada palavrinha da pequena que insistia pela vida...

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  60. Meu coração dói e eu choro muito quando leio tudo isso.
    Mas sempre venho aqui.
    Venho aprender um pouquinho do que é ser mãe/pai.
    Ter fé.
    Ter forças.
    Acreditar no inacreditável.
    Venho aqui, quando acho que estou com problemas.
    Quando brigo com meus filhos por causa dos brinquedos espalhados pela casa.
    Venho aqui quando acho que a vida tá difícil.
    Aqui ganho forças para reclamar menor e fazer mais.
    Obrigada Carol.
    Que Deus conforte cada dia mais seu coração de mãe.
    Beijos Silvia

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  61. Meu Deus... a força que essa criança tinha é fora do comum.
    Carol, desejo que Deus ameniza a dor que vcs sentem, e que a saudade seja menos dolorida a cada dia.
    Nem consigo imaginar a dor de vcs.

    ResponderExcluir
  62. Mãe...você foi e é uma guerreira! Ana Luisa, foi com certeza um anjo que passou para uma breve missão nessa terra. Em tudo existe um porquê com certeza, muitas vezes não conseguimoes enxergar na hora da dor, mas depois compeendemos o querer de Deus...espero que Ele te dê muito mais força ainda, para suportar a saudades e com certeza isso tudo servirá como uma grande bagagem, uma grande lição de vida para você e todos nós!!

    Deus os abençõe sempre!!!

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  63. Carol, eu como mae e portadora desta doenca.....imagino a dor que deve ser ver um filho assim e nao poder fazer nada...Dou gracas a Deus pq Eu estou passando por isso e nao meus filhos...e que Deus os proteja sempre......Coragem linda.....eh tudo o que podemos ter e logico fe..... Bjs

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  64. Que emocionante, que abençõe vc, seu esposo e toda sua família.

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  65. Que lindo exemplo esse deixado pela Ana Luiza. Que Deus possa abençoá-los sempre! E já abençoou por lhes ter presenteado com uma filha tão maravilhosa. Hoje, ela já voltou para o lar. Por que aqui não é o nosso lugar. Nós ainda estamos aqui...mas a palavra de Deus nos assegura o reencontro e a vida eterna. Lutem como sempre lutaram, ajudem outras pessoas como tem ajudado. Mas, em primeiro lugar, continuem honrando ao Deus Altíssimo, Aquele com quem pra sempre habitaremos na Sua Glória. É lá que a Ana Luiza está e é lá que sempre devemos desejar estar.

    "Da linda pátria estou distante, cansado estou.
    Eu tenho de Jesus saudades, oh quando é que eu vou.."

    Deus seja sempre com vcs! Vcs são vencedores!

    Claudia, mãe da Alana Rosa - São José dos Pinhais - Paraná.

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  66. Carol, acompanhei o blog desde o início. Não sou muito de facebook e twiter. Aqui conheci a história de vcs, da Giulinha e da Fabiana Campelo num momento em que tinha perdido minha irmã também com câncer. Aqui eu aprendi a ver a morte como parte da vida, mas ainda assim não tenho nem noção da sua dor. Tenho 3 filhos, 44 anos. Eu sei o quanto deve ser dolorido escrever aqui essa história que começou com esperança e se transformou em saudade. Mas vc fez muitos amigos que realmente esperam que sua história continue com o Marcos, com a Vida. Aqui podemos dividir a lembrança de Ana Luiza, a saudade e a nova luta que é continuar vivendo. Estaremos aqui com vc. Bj grande, Cacau.

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  67. Como não ler a história de vcs, e não olhar pros nossos filhos e agradecer a Deus por eles...
    Eu sinto mto mesmo.
    Força.
    Sempre...
    :(

    Bárbara Martins

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  68. Eu chorei, e não sei direito nem o que falar, então, vou me calar e deixar aqui, meu pequeno recado.

    Força!!!

    Abraços

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  69. Cheguei aqui no blog porque estava muito triste e arassada porque estou com um caroço no seio e na próxima segunda (16 de abril) vou fazer uma biopsia. Ontem estava MUITO mal e hoje estou FELIZ, MUITO FELIZ. Agradecendo a Deus que eu vou fazer o exame e não uma das minhas filhas.
    Imagino o quanto deve ser difícil para você escrever a sua história com a Ana Júlia, mas, de coração, AGRADEÇO muito por tudo que tu escreveu.
    Não tenho o que dizer para te confortar, mas também não tenho palavras para dizer o quanto de conforto tuas palavras me deram. Deculpe por não ter o que dizer e MUITO, MUITO OBRIGADA, por tudo que tu e disse!
    Deus esteja contigo e com teu esposo!

    Bjs.

    Lídia

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  70. Ana Luiza foi uma criança iluminada que agora está ao lado de Deus, orando por todos aqueles que tanto lhe cuidaram e amaram.
    Sem dúvidas, esta pequena grande guerreira nos ensinou a viver um dia de cada vez e aproveitar as coisas simples da vida. Com sua garra, superou muitos obstáculos sempre confiante e bem-humorada.
    Anjinha Ana Luiza, descanse em Paz e que os Anjos do Senhor continuem lhe protegendo!

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  71. Carol,
    Mesmo depois de tanto tempo sem vc postar, não desisti do blog e sempre entro aqui esperando ver um novo post!
    Acompanhei a história da Ana Luiza, comemorei e me emocionei com os posts, com o facebook e twitter.
    Agradeço muito por dividir sua história comigo.
    Que honra deve ter sido ter uma filha tão iluminada como ela!
    E que dor vê-la sofrer e ir embora!!

    (não tenho mais palavras... apenas lágrimas)

    Obrigada novamente pelo blog.
    Beijos

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  72. Carol, obrigada por ter voltado a postar.Voce é uma pessoa iluminada por nos abrir sua vida, nesse blog eu ri e chorei, torci, orei... Ana Luiza em sua breve passagem aqui na terra conseguiu de uma forma muito madura, nos mostrar o q é ter fé e acima de tudo nos dar uma lição de vida. Hoje me sinto uma outra pessoa, aprendi muito com esse blog! Que Deus lhe conforte o coração e lhe de força pra continuar sua vida e do Puí.Saiba que hoje, Ana Luiza esta sentadinha ao lado do nosso Pai no imenso jardim encantado onde ela gostaria de estar! Um beijo no seu coraçao!
    Simone e Deborah

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  73. Estou sem palavras! Muito emocionada por conhecer a história de luta de Ana Luisa. Deus conforte seus corações, pq o meu neste exato momento dói. Imagino a dor de vocês!
    Fiquem em paz!
    " Tudo posso naquele que me fortalece"!!!!
    Veridiana (Feira de Santana-Bahia) verimota1@gmail.com

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  74. meu filho passou por quimioterapia tambem,sei do seu sofrimento,é uma enorme dor,dia 13 de maio faz 1 ano que ele está em manuntenção. só a fé no salvador jesus cristo pra nos ajudar nesse momento!

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  75. Carol,

    seu blog me emocionou...não consigo sequer imaginar minha vida
    sem meu filho de 3 anos...e as vezes ainda reclamamos do cansaço, de não poder dormir ou descançar...Deus que perdoe!!!...
    Que vcs sempre tenham perseverança em cada novo dia sem a Ana Luiza, que ela possa sempre estar iluminando o caminho e a vida de vcs...e se a saudade apertar muitooooo...não desanimes...Deus é contigo...

    acesse esse blog... www.meusebastian.blogspot.com

    é uma mãezinha que assim como vc perdeu o filho para o cancer, ou melhor como a Van diz,
    "SE O CÂNCER O LEVOU PARA O CÉU....
    BEM, EU PREFIRO PENSAR QUE NÃO.
    ELE ERA GRANDE DEMAIS PARA UM CÂNCER.
    ACHO QUE ELE ATINGIU A ESTATURA PERFEITA DE DEUS
    E SUA CRUZ LHE PERMITIU ATRAVESSAR PARA O OUTRO LADO..."

    assim cmo vc ela narrou e narra até hoje sua vida, o blog começou em 2007...e tem mensagens muito bonitas!!!...

    Fiquem com Deus...

    ResponderExcluir
  76. Ana e você e sua família são um exemplo de vida e luta. Ela sempre foi um anjo emprestado a você e voltou para o céu. Você teve o privilégio de ter um anjo na sua vida. Ela me ensinou tanto e ainda tenho tanto a aprender com ela.

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  77. Olá! Li cada letrinha do seu blog... Cada palavra traduzida em sentimento, dor, amor, saudade e revolta. Acasos da vida que nos são impostos sem ao menos perguntar se estamos preparados. Espero que esses seus dias tenham sido mais suportáveis e menos angustiantes. Fique em PAZ!

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  78. Carol, é reencontro é certo. Só questão de tempo. Realmente, pessoas como a Ana, muito evoluida tem passagem curta por aqui. E nós ? estamos aqui para evoluir ... quem sabe quando tivermos com uns 90 anos teremos um pouquinho da evolução dela. Certeza que hoje ela cuida de vocês com todo o amor....

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  79. Conheci a história da Ana Luiza por acaso, pela internet, apenas 1 semana antes de ela partir, e venho sempre aqui atrás de atualizações. Essa história toca fundo demais... Como não se sentir frágil, pequeno e miserável? Por quê as crianças sofrem e morrem? Não é justo. Sem palavras, sem noção do tamanho dessa dor. Certamente não sou mais a mesma pessoa, desde que chorei pela primeira vez lendo o seu blog. E quantos e quantos também padecem por aí afora, as quais nem tomamos conhecimento... Que bom que tive essa oportunidade. Como tantas outras pessoas, há muitas coisas que também não entendo, e espero um dia ter a chance de perguntar pessoalmente a Jesus Cristo quando Ele aqui voltar, como prometeu. Um forte abraço, querida!

    Evelyn - Ceará

    "A lágrima da saudade que agora desliza será o orvalho refulgente na manhã da ressurreição."

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  80. Que deus abencoe MUITO vcs! A Ana estah em um lugar muito lindo agora e olhando por nos! Um anjo! Perdi meu pai recentemente e entendo um pouco da sua dor! Rezo por vcs! Grande abraaco, e um abraco especial pra Ana!

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  81. Querida Carol, sempre acompanhei o blog e rezei por vcs e pela pequena. No entanto, nunca havia postado nada. Ao ler esse seu post, não tive como não escrever para vc! Nossa, como vc é uma mulher forte! A Ana Luiza é um anjinho de Deus! Minha admiração por vcs, pelo seu esposo e por toda a sua família é imensurável! Tenho a certeza de que vcs foram escolhidos por Deus para conviver com a pequena Ana Luiza. Pequena só no tamanho, pois nunca vi força igual! Aprendo muito com vcs! Ana Luiza está ao lado do nosso Pai, protegidaa e protegendo!!! beijo carinhoso!

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  82. Depois de meses sem vir aqui. Hoje lembrei da Ana Luiza, contei a história dela à uma amiga e resolvi vir até aqui matar um pouco a saudade. Fiquei surpresa com a nova postagem. Imagino a força de mãe que vc tem para conseguir escrever cada detalhe, chorei todas as lágrimas de alguém que sente o coração se quebrar, imagino você escrevendo cada linha, descrevendo cada angústia. Deus te escolheu para ser a MÃE desse anjo Carol, Ele sabia que vc faria diferença nesse mundo que você iria jogar na nossa cara a força que nós somos capazes de ter. Parabéns pela mãe que vc é. Parabéns por ter nos dado um anjo. Mulher abençoada, pai abençoado, casal cheio dos propósitos de Deus.

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  83. Esses dias me lembrei de vcs, e vim espiar aqui. Para meu espanto vc continuou seu relato. Para meu espanto vc continua cheia de sabedoria e força. Parabéns Carol pela sua coragem e lucidez. O fruto nunca cai longe do pé, Ana Luiza teve a quem puxar. Ela teve um grande exemplo de mulher e mãe. Ela era especial, acima da média sim, concluo que ela foi uma ótima aluna. Aprendeu muito bem com vc.
    Fique em paz!
    Lígia Camargo

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  84. Oi, Carol!

    Acompanhando o seu blog, o meu pior momento foi quando eu havia me distanciado um pouco, para resolver uns problemas, certa que o pior já passara e... Foi um susto tão grande, parecia irmã minha, sobrinha minha. Hoje, lendo a atualização, vem um choro mais calmo, quase suave, de admiração pela sua menina e por vocês. Abraço. Vera.

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  85. Querida, toda vez que anoitece penso em voce e em um amor mais forte que tudo, pois a mais brilhante das estrelas se chama Ana Luiza. Nao esmoreca, mantenha forte a sua fe, somos muitos os que torcemos por voce. Abracos, Bia

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  86. Impossivel nao me emocionar com a vida e beleza dessa pessoinha importantissima. Deus lhe guarde em sua infinita bondade, Edmar

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  87. Olá Carol..Que a paz de Deus esteja com você..

    Hoje entrei em um blog que não sei por que, me lembrei do seu. Lembrei-me da Ana Luíza e da luta que vocês passaram...Então fui procurar na net seu blog, o encontrei nos posts de Pastor Ciro. Já faz algum tempo que li no blog dele que sua pequena tinha se ido e de como fiquei triste, assim como todos que acompanharam em seu blog os relatos da luta da Ana. Vi que você não colocou nada sobre sua partida e entendo que isso não deva ser nada fácil. Espero que você esteja bem, na medida em que uma mãe perde uma linda flor que está em um jardim eterno de paz, possa estar. Que o senhor traga conforto ao seu coração, te fortalecendo e conservando sua fé. Não sei o que é perder um filho e nem faço ideia dessa dor, mas deixo aqui um oi pra você, saiba que orei por você enquanto escrevia, pois senti vontade de fazer isso. Que você permaneça firme em seu caminho, certa de que sua pequena um dia estará ao seu lado!!

    Abraço minha querida!!

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  88. Força. É a única coisa que eu posso desejar neste momento. Apesar de tudo, Deus está contigo.

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  89. Não conheci Ana Luiza e fiquei tão fascinada e encantada com ela como os mais próximos dessa pequena. Você a pintou com as cores mais bonitas. E inegável que ela teve a quem puxar, você é uma mulher e tanto, digna da mais profunda admiração. Eu sei que todos dizem que não têm plavras, mas é verdade. O que a gente sente diante do seu blog, da sua luta é intraduzível. Fique com Deus.

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  90. Carol,a Graça e a Paz do nosso Senhor Jesus.
    Gostaria de dizer tanta coisa...seu testemunho me toca tão profundamente, que fé, que força, que amor. Ah, como gostaria de ter tido a felicidade de conhecer Ana Luiza, quão doce aquele olhar, a sua presença ... fico imaginando sua voz ... hoje ela vive feliz na presença gloriosa de Deus. Vc relata sua história de uma forma que nos emociona, transforma nossas vidas, nos faz rever nosso comportamento,vc é usada por Deus atraves deste relato, eu creio. Sei que deve ser muito doloroso, mas não deixe de escrever, faça como a mãe do Sebastian ( um proposito de Deus - blog ) dê seu testemunho de fé para transformação de vidas, para o honra e gloria do Senhor. Por que mtos não conhecem Deus, mas vc pode apresenta-lo a eles através de seu testemunho, de sua ONG... uma dor tão profunda tem trazido esperança as familias de outras crianças. Te admiro muito. Um grande beijo.

    ResponderExcluir
  91. Oi, Carol!
    Eu estou viciada em ler esse blog. Eu sofro de alguns problemas, como anorexia e depressão, e quando eu vejo a luta da pequena contra o câncer, a forma que ela encarou todos os problemas na sua curta vida e em como, apesar de tudo, ela era uma criança feliz, eu me inspiro a melhorar também. Eu, que tenho tendência para área de biológicas, no momento desejo ser oncologista pediatra. Pra poder conhecer tantas crianças maravilhosas, como a pequena Ana Luiza. Eu queria muito poder ter conhecido essa pequena. Muito mesmo. Um grande abraço, e muita força!

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  92. Carol, estava pensando em toda a sua história e queria fazer um pedido: conta pra gente como foi início de sua história com o Marcus e o início da história dele com a ANA. Em todos os momentos imagino como foi importante vocês 3 serem uma família, e queria muito saber como tudo começou! Abraços!!!

    ResponderExcluir
  93. Querida Carol,
    Depois que conheci a sua história e de Ana Luisa, nunca mais consegui esquecê-las.
    Hoje faz 1 ano.
    Te admiro muito.
    Sua linda filha é o seu espelho.
    Hoje brilha lindamente.
    Deus te abençoe.

    Silvia

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  94. Um ano de Festa Celeste mas posso te dizer, com certeza absoluta, que a Aninha continua encantando muitos coracoes. Ela eh inesquecivel!!!!

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  95. Não consigo deixar de vir aqui, não consigo deixar de ler, não consigo deixar de sentir tudo novamente. Inexplicável tudo que a gente chega quando vem até aqui.
    Carol fica em paz!
    Beijos!
    Veridiana - Feira de Santana-Ba

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  97. Carol, hoje conheci vocês e jamais vou esquecê-las, a Ana Luiza é uma lição de vida, de amor, de coragem... Tenho uma filha de 7 anos e chorei muito lendo teus relatos, em muitas coisas que a Ana Luiza dizia ou fazia, eu enxergava minha filha, são muito parecidas. Obrigada por dividir tudo que passaste com outras pessoas, como eu. Isso nos faz dar valor a tanta coisa que está ao nosso redor e as vezes não percebemos.
    Que Deus ilumine vocês sempre.

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  98. Tive conhecimento da história da Ana Luiza em meados do amo passado, alguns meses após sua partida para o Reino de Deus.
    Li e me emocionei com cada postagem, a força que você mostrou ter durante todo o tratamento e a garra da sua filha impressionam demais!
    Tô sempre vagando pelo blog, contemplando nas fotos o sorriso de Ana Luiza que hoje é uma estrelinha e brilha intensamente lá no Céu.
    Esses dias tive de fazer uma tomografia de crânio devido a fortes dores de cabeça e a situação toda me fez lembrar muito dela.
    Mesmo não conhecendo vocês pessoalmente, nutro um carinho especial por esta família que, mesmo tendo de entregar Ana Luiza ao Pai Todo Poderoso, transformou a dor da perda em solidariedade. O Instituto ALGuem vem beneficiando as crianças do Amazonas e estas podem ter acesso a um tratamento mais digno e humanizado.
    Que Deus e Ana Luiza continuem guiando vocês!
    Abraços

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  99. Olá!

    Graça e Paz!

    Minha família devolveu a Deus nossa caçula Rafaela Nunes exatamente no dia que ela completou um ano e 2 meses, em 11 de junho de 2012... ela também foi acometida pelo rabdomiossarcoma, que começou a se desenvolver quando ela tinha quatro meses, mas só foi diagnosticado dias depois que ela fez um aninho... no final de maio, a oncopediatra (Rita Carneiro) informou que ela teria 25% de chances e desenvolveria problemas cardíacos em função das drogas.

    Como você, minha família e amigos perdemos o chão... até hoje pensamos que estamos sonhando, mas é realidade.

    Conheci sua história em um evento, quando me emocionei porque minha filha está em processo depressivo em função da perda da prima-irmã, de quem desde pequena acompanhou e cuidou como filha-irmã...

    Li o blog e meu coração se acalmou, pois, até então, entendia que a pediatra foi negligente por não ter diagnosticado logo o câncer, tirando da Rafaela chances de cura...

    No Blog, aprendi que o rabdomiossarcoma ainda é implacável... ou seja, a Rafaela não teria chances, como ocorreu com o Arthur, sobre o qual você relatou que tinha 90% de chance, mas não obteve a cura...

    Durante sua narrativa, reconheci o quanto fomos poupados e agradeci a Deus por isso.

    Quando passamos por situações como a que vivemos com nossas filhas (no meu caso filha-sobrinha), temos que sair consciente que nada foi por acaso... No seu caso, penso que o ato de você ter coragem para escrever, contribui com quem já viveu ou está vivendo esse desafio... Contribui para que continuemos a caminhar!

    Obrigada!

    Força e honra!

    Deus te abençõe!

    Jonise/Manaus

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  100. Uma dor dessas é desumana! Nada pode preencher o vazio deixado pela filha de vocês! Parabéns pela mãezona que você desde o momento que a Ana nasceu até seu último suspiro! Não consigo desejar "conforto" por achar que isso nunca virá! Não consigo desejar felicidades, pois imagino que nunca estara completa... mas quero muito, muito mesmo que da melhor forma possível você possa viver a sua vida junto ao marido maravilhoso que sempre esteve ao seu lado!
    Me dói saber o quanto essa criança sofreu para no final ir embora e só deixar saudade! Me dói muito mais saber que vocês terão que viver com essa ausência! Vocês sempre estarão incluídos nas minhas mais sinceras orações!

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  101. meu deus , que dor,
    isso não devia acontecer a ninguem... força mãe...

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  102. Olá Carolina,li seu blog de uma vez e só sei dizer que me apaixonei pela Ana Luiza e sou admiradora de sua garra e alegria de viver...infelizmente o adversário era muito forte,usa armas desleais...mas Ana foi e é uma vencedora,sua pequena modificou meu modo de ver a vida.Leio o blog sempre,e ela me dá tanta força...choro,me revolto,questiono Deus,por que uma criança teve que passar por tudo isso...mas no fim,o rostinho dela,as frases dela e o "pára de chorar"...kkkk...me fazem repensar em tudo.

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  103. oi queria que vc terminasse a historia da vida dela.

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  104. Ela é a menina mais linda do mundo!
    Que benção deve ter sido ter ela ao lado durante esses anos.
    Estou rezando por vcs.

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  105. Meu nome é António Batalha, estive a ver e ler algumas coisas de seu blog, achei-o muito bom, e espero vir aqui mais vezes. Meu desejo é que continue a fazer o seu melhor, dando-nos boas mensagens.
    Tenho um blog Peregrino e servo, se desejar visitar ia deixar-me muito honrado.
    Ps. Se desejar seguir meu blog será uma honra ter voce entre meus amigos virtuais,mas gostaria que não se sinta constrangido a seguir, mas faça-o apenas se desejar, decerto irei retribuir com muito prazer. Siga de forma que possa encontrar o seu blog.
    Deixo a minha benção e muita paz e saúde.

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  106. Carol, o blog chegou ao fim? Sempre entro esperando a continuação dessa linda história de vida. Beijos

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  107. Pequena, Grande guerreira, você é inesquecível.
    Sempre venho aqui e me renovo.
    E hoje inexplicavelmente passei o dia pensando em você.

    Fica em paz princesa, onde quer que você esteja!


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  108. Querida...não sou mãe, de forma que não consigo imaginar nem 1/10 da dor que você sentiu.
    Mas lendo sua história, só posso ter a certeza de que sua família foi escolhida para cuidar desse anjo, nessa breve passagem pela Terra, pois vocês eram capacitados para isso.
    Creio firmemente que o seu anjo hoje zela por vocês, e por todas as famílias que passam por essa situação, e que a certeza do reencontro feliz um dia será concretizada!
    Beijos e paz.,
    Viviani.

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  109. Oi, Carol! Você acha que ainda vai continuar escrevendo no blog??? Imagino o quanto vai ser difícil para vc... Que Deus te abençoe e te acompanhe, hoje e sempre!

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  110. E toda vez que venho por aqui, meu coração sempre dispara.
    E por mais que eu saiba que estás bem, me emociono muito.
    Fica em paz anjo de luz!

    Continua firme Mãezinha!

    Bjs

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  111. http://acritica.uol.com.br/manaus/Falece-Ana-Luiza_0_513549128.html

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  112. http://analuizaegiulia.wordpress.com/ana-luiza/ pra vcs saberem o que aconteceu.

    Ana Luiza viveu pouco
    Sofreu muito
    Mas deixou um amor maior do que tudo isso

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  113. Ao passar pela net encontrei o seu blog, estive a ler algumas coisas e posso dizer que é um blog fantástico,
    com um bom conteúdo, dou-lhe os meus parabéns.
    Se desejar faça uma vista ao Peregrino e sevo e deixe o seu comentário.
    Sou António Batalha, do Peregrino E Servo.

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  114. Carol vc nao vai retornar ao blog? gostariamos de saber como foram os ultimos dias da ana.
    sua historia eh linda, e merece ser contada. deveria escrever um livro.

    bjs

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  115. Só quem passou o mesmo que vc entende sua dor, eu sei o que é isso!
    Deus te abençõe!

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  116. Rezo sempre por voces. A Aninha, em tanto amor, eh imortal. Deus lhe guarde, Bia

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  117. Quando soube da morte da Buzunguinha Bia, foi inevitavel pensar em voce e na sua saga. Por favor, volta a escrever, e impressionante o quanto suas palavras sao importantes. Anne

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  118. Querida, por favor, termine sua história. As palavras findam, mas o sentimento permanece. Terminar a história é uma forma de nos conformamos e sermos convencidos de que tudo, mesmo sendo sofrido, valeu a pena. Deus abençoe você e sua família. Espero que você esteja melhor, e sempre lembre da sua estrelinha com carinho, e não com tristeza, porque ela soube ser forte o suficiente para uma menininha. Paz para vocês !

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  119. Dois anos da passagem da Princesinha Giullia. Inesquecivel tambem em meus sentimentos. Beatriz

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  120. Emocionadíssima... Não sei por qual motivo entrei nesta pagina mas o que posso dizer é que isso nos da uma grande lição de vida e até nos deixa envergonhados pelas vezes que nos revoltamos por motivos tão pequenos. A história da sua filha realmente é muito triste mas ao mesmo tempo nos deixa emocionados, tenho certeza que ela foi um anjinho enviado por Deus e que está em um lugarzinho especial olhando por vocês. Que Deus esteja sempre com vocês e que vocês continuem com este trabalho maravilhoso em ajudar o próximo.

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  121. Chorei demais :/ Essa menina voltou pra cumprir erros da vida passada e aguentou firmemente, é um espírito de luz, com certeza!

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  122. Olá Carolina, passei por tudo que vc passou...a diferença foi o tipo de cancer...meu filho teve um coriocarcinoma, um tipo raro de devastador. Começou o taratmento em Barretos, onde fomos tratados com compaixão e muito amor, mas depois tivemos que ir para o AC Camargo, pois ele teria que fazer o auto-transplante...iinfelizmente não tenho coisas boas pra falar nem do hospital nem da dra Cecília, que na hora de maior desespero deixou muito a desejar, sendo as vezes até grosseira conosco! Meu amado filho faleceu no dia 07/10/2009, exatamente 11 mese após começar o tratamento...por isso sei exatamente por tudo que passou! A notícia, o tratamento, a esperança, as mãos atadas, o desespero..e finalmente a despedida....ainda não me recuperei, mas sigo com Fé e acreditando em dias melhores! um bjaum em seu coração !!

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  123. Nossa, sua historia e de sua filha me emocionou.Só posso te dizer fique em paz e Deus te conforte.Com essa historia posso dizer que antes de reclamar de qualquer problema, é preciso olhar em volta e ver o que são relamente problemas.
    Um forte abraço, e com certeza Ana Luiza esta bem, também orando por voce.

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  124. Me emocionei e chorei. Li sua historia no meu trabalho e não consegui segurar o choro. Sua filha foi um exemplo de fé e hoje me ensinou muitas coisas. Deus está com ela e parabenizo você pela força que teve.Eu não saberia o que fazer, por isso até hoje não me sinto preparada para ter filhos... Um grande abraço e que Deus continue te iluminando.

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  125. só hoje fui ver e ler essa história pra lá de triste, enquanto lia relembrava, alguns dias que tb passei com minha amada filha, de 34 anos com essa maldita doença, em um hospital de sp não gosto nem de lembrar e nem relatar a situação, por isso não vou entrar em detalhes te admiro mae, por essa força de narrar tal sofrimento, em por miúdos, mais esse anjo está no reino de deus, brilhando como estrela, deus precisava desse anjinho a mais lá em cima
    hoje esse anjo vive em outra dimensão, de lá tua linda filha te ve te ajuda na tua caminhada ajudando os outros
    DEUS TE ABENÇOA E TE ILUMINA MUITO, com todo respeito e admiração, pela tua força pq eu até hoje não consegui fazer
    nada na vida desde do 25 do 6 de 2010 fico mais na cama não faço nada de útil, não tenho forças pra nada,só pensando na minha filha que se foi, já fez 3 anos, 3 anos de saudade, obrigada.continua assim TE ADMIRO MAIS UMA VEZ..........

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  126. Parece mentira que ja se passaram 2 anos. Por que para mim parece que acabou de acontecer. Que D~us sempre te acompanhe. Dri

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  127. Oi, Carolina.Ontem li a história de vocês. Somente quem perde alguém dessa forma sabe o sentimento de impotência e de desespero que se apossa de nós quando recebemos a confirmação do diagnóstico.Depois vem o desespero de ver o sofrimento daquele ser que tanto amamos, uma simples injeção no ser amado nos causa uma dor insuportável, imaginem então os outros procedimentos invasivos. A única forma de aliviar a nossa dor(porque adoecemos juntos)é estar perto e cuidar, cuidar, cuidar...e parece que ainda assim fizemos pouco...não é mesmo? Somente o amor nos mantém de pé...o laço de amor é pra sempre e indestrutível,apesar desse veu que nos separa do ser amado, Carolina, não sente isso? Que Deus os proteja e lhes traga paz...

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  128. Hoje mais uma vez voltei aqui e reli seu último post. Obrigada por alimentar minha alma com amor, esperança, fé e coragem. Deus continue abençoando a sua vida, até o grande e esperado dia do reencontro, na glória preparada para aqueles que O amam.

    Claudia - Mãe da Alana Rosa - São José dos Pinhais - Paraná

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  129. chorei com sua história, sua filha virou uma estrela e está brilhando no céu . marilsa- são paulo

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  130. Carol,

    Volto repetidamente ao blog em busca de um novo post, contando mais sobre a história e passagem de Ana Luiza, pois acredito que nunca terá um post com o final da história, pois ela não existe, Ana Luiza está entre vocês, como sempre esteve, presente, feliz, saudável e mais amada do que nunca.

    Você não escreverá mais?

    Beijos

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  131. Volta, Carol. Volta a escrever, nao canso de te esperar.

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  132. Volta a escrever.... vivo um momento parecido.. ler sobre a Ana me acalma, pois ela sempre teve muita fé...

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  133. Oi Carol sei como é duro ter q recordar todo o sofrimento, mas sua filha é um anjo, q nos fez ver o mundo de outra forma, se conseguir voltar a escrever, volte!
    a fe de sua filha é algo inacreditável, parabéns!

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  134. ninguem te esquece, Carol.

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  135. Mesmo depois de tanto tempo e depois de reler esse post tantas vezes, me emocionei como se fosse a primeira vez!
    Sempre entro aqui na esperança de ler os últimos capítulos da vida da Ana Luiza, mas só posso imaginar a dor que deve ser escrevê-los..

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  136. Sempre volto para saber se vc voltou a escrever. Queria saber como anda a vida hoje em dia, o que aconteceu naquela época. Espero que esteja bem!

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  137. Olá Carol, sou uma grande admiradora da sua luta e da Ana. Parabéns!! Acompanho o blog desde as primeiras postagens, e gostaria muito de saber como vocês estão hoje? Um grande beijo.

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  138. Volta , Carol!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  139. Poxa, não custa dar noticias ao pessoal que sempre acompanhou e torceu por sua filha! Ao menos uma despedida.

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  140. Carolina Varela,trabalha e com mais pessoas administram o Instituto Alguem.Ela é minha amiga de facebook,não a conheço pessoalmente,mas acompanhava sua luta com a doença da filha.Deus levou sua filha,e,essa guerreira ajuda muita gente.Mulher de fibra.Deus a adestrou para esse tipo de luta!

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  141. Continua o blog! Vai servir de força para outras mães que estão passando por uma perda!! Continua!! voltaaaa

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  142. Carol, lendo sua história, me colocando no seu lugar, me ensinou a dar valor as pequenas coisas, o que é a verdadeira felicidade.

    Sua pequena foi curada, e agora esta em um lugar bem melhor.

    Acredito que tudo na vida tem um propósito maior, e é lindo seu trabalho com o Instituo Alguem.

    Tenha fé, e um dia nos encontraremos com aqueles que se foram.

    Bjs.

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  143. Olá Carol,
    Achei seu blog por acaso e não consegui parar de lê-lo :( fiquei muito triste e emocionada com a história de vocês. A Ana Luiza me impressionou e me ensinou a valorizar mais a vida... queria muito continuar lendo seus relatos.

    Abraços

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  144. É bom vir ao seu blog, ver e ler o que está publicando,só posso agradecer pelos textos,
    com que nos presentei-a,e posso dizer que tem aqui um agradável blog, desejo que continue de saúde e com muita paz.
    Deixo as minhas saudações, com desejo de muitas felicidades.
    Sou António Batalha.
    Do Peregrino E Servo.

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  145. De vez em quando venho aqui, vejo as fotos, leio um pouco, choro outro tanto, meu coração fica tão pequenininho. Talvez nunca entenda, talvez nunca aceite. No final de tudo, quem sabe? Sejamos capaz de compreender as razões pelas quais tantas crianças precisem passar por isso.
    Mãezinha querida, que Deus continue te sustentando sempre, meus pensamentos e coração sempre com vocês. Desejando que dias melhores sempre se aproximem de vocês. Ana Luiza deixou tanta coisa importante para quem acompanhou sua história, tanta força e ao mesmo tempo tanta delicadeza. O tempo passa, mas toda sua história fica, todos os sentimentos que a envolvem continuam em nosso coração, tão vivo quando antes. Que Deus continue abençoando a família, sempre. Bjsss Mãezinha!!!!!!

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  146. Ainda viva no meu coração. Sempre rezo por voce, Carolina. Força e paz, Bea.

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  147. Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho.Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns, decerto que virei aqui mais vezes.
    Sou António Batalha.
    Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
    PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.
    http://peregrinoeservoantoniobatalha.blogspot.pt/

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